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[segunda-feira, 6 de outubro de 2008]

O conheço há muito pouco tempo. De você, nada sei. Quais são suas origens, quem você quer ser, onde mora, seus sonhos, amores, desamores? A culpa é toda do tempo! Ele é o culpado, se eu tivesse tempo, tenho certeza, seria você e só existira você, eu sei! Mas será que é isso que eu quero para mim? Será que vai se tornar recíproco? Ah, paixão é imprevisível mesmo. Paixão é arriscar. Mas arriscar dá medo, não é como perder dinheiro em cassino, ou pular de bungee jump, é mais complicado. E eu, pobre de mim, sou covarde.


Por Gabriela às [12:11]


Todos nós temos uma espécie de vida dupla. Fazemos coisas que nunca faríamos fora daquela ocasião. Temos vidas duplas. Meu deus, porque tanto mistério? É um prazer inigualável. Bem que o Dinho já cantava: “O que você faz quando ninguém te vê fazendo?”. Eu tenho manias, que só faço sozinha, completamente sozinha, e claro que não irei contar. Tenho outra vida, que resolvo viver quando quero sair da rotina. Eu tenho minha vida dupla, minha mãe e pai também, você, seu namorado, namorada, avó, avô, tio, tia, amigo, amiga, TODOS temos vida dupla, às vezes nos custa admitir ou dá medo de vivê-la, mas a temos guardada em um cantinho todo especial.


Por Gabriela às [12:10]


Confiar é como andar em uma corda bamba de olhos vendados. Nunca sabemos se vamos conseguir atravessá-la sem desequilibrar, sem cair. Nunca sabemos quando vamos pisar em falso. Nunca sabemos se a corda vai balançar quando estivermos lá no meio, totalmente envolvidos. E mesmo com pratica, ainda continuamos com aquele friozinho na barriga. Mas mesmo assim, queremos tentar atravessar a corda sem cair, mesmo assim acreditamos que podemos conseguir fazer a trajetória sem escorregar. E lá no final, sentimos o maior prazer, quando podemos dizer que passamos sem cair, sem nunca ao menos ter desequilibrado.


Por Gabriela às [11:50]


[quinta-feira, 7 de agosto de 2008]

Estavam bem no meio da semana, vendo filmes antigos, comendo uma pipoca deliciosa e rindo muito, como se estivessem se conhecido há anos. Tudo parecia perfeito, bom, não só parecia, estava. Ele passa para a sala principal, e ela o segue. Ele caminha até a cozinha, pega uma lata de cerveja, e põem uma música chamada “What Became Of The Likely Lads? – The Libertines”. Ela estava parada ainda na porta, só obsevando cada movimento dele. Em questões de segundos, ele já estava dançando, todo animado, ele estava tão lindo. Os movimentos eram sutis, e o que ele nem imaginava era como ele saber dançar podia ter realmente conquistado ela, daqueles conquistar de chegar a pedir em casamento. Pois não há algo mais encatador e charmoso do que homens que sabem dançar, e não estava falando só de balançar o esqueleto, mas de saber dançar, saber seguir a música, por vida, romance, tornar a dança a parte de uma história inesquecível. Ela já estava totalmente possuida por dentro, ela queria também se jogar no meio da sala e dançar, mas ela não o fez, ficou só observando por mais algum tempo. A música ia rodando e ele cantando e dançando, era lindo, ela nunca tinha sentido aquela sensação. De repente, ele larga a cerveja em cima da mesa de vidro, vem sorrindo em direção a ela, e a puxa, como quem sabe o que faz, e os dois começam a dançar juntos. Ela estava toda tímida, nem conseguia dançar direito, era queria ficar ali observando cada movimento dele, mas já no meio da música, os dois viraram um só. Parecia aquelas cenas romanticas de filme, tinha cara de romance no ar. Estava tudo lindo. Era tudo maravilhoso. Mas era só um dia. Era só uma vez. Mas foi o bastante para se tornar uma das melhores cenas em que o filme da vida dela já gravou.


Por Gabriela às [12:04]


[sábado, 26 de julho de 2008]

A idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O início é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho é o oposto.
A rotina do jornal é o fato.
A celebridade é a rotina do boato.
A rotina da mão é o toque.
A rotina da garganta é o rock.
O coração é a rotina da batida.
A rotina do equilíbrio é a medida.
A rotina do vento é o assobio.
A rotina da pele é o arrepio.
A rotina do perfume é a lembrança.
O pé é a rotina da dança.
A Julieta é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.
A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.
Toda rotina tem a sua beleza.

(Propaganda Natura Todo dia)


Por Gabriela às [10:30]


[segunda-feira, 23 de junho de 2008]

Esse fim de semana eu tive vários momentos nostalgia. Quando estava pensando em idéias para a minha história, comecei a relembrar de pessoas que passaram na minha vida. Eu lembrei de vários momentos inesquecíveis, comecei a sorrir variadas vezes; e em algumas dela pensava como gostaria de viver a mesma situação. Mas em particular de uma pessoa eu não conseguia lembrar nada, lembrava de alguns momentos, mas nada de muito especial, e quase todos eles eram momentos de raiva e que eu estava sozinha. Engraçado, pois ele foi uma pessoa importante para mim; na realidade eu deveria ter lembrado muito bem dos momentos com ele, mas tudo era vazio. Acho que consegui entender, que ele não foi meu primeiro amor. Eu devo realmente ter me enganado. O que me deixou contente em pensar que meu primeiro amor foi outra pessoa, que sob meu ponto de vista foi mais especial. Mas voltando, eu acho triste; pois eu queria conseguir ter boas lembranças dele, mas acho que não tenho nada; deve haver presentes, mas fora isso não tenho nada. É ruim isso, mas deu para entender alguns medos. Deu para entender que eu nunca fui frágil, mas tentei me parecer, para me esforçar que desse certo aquele relação. Quem sabe eu ainda guarde algum ódio, ou algo do tipo, se for isso talvez um dia eu lembre de algum momento bom.


Por Gabriela às [10:34]


Às vezes o amor acontece II

Estava Bianca e Andréia no ônibus. Vamos dar nomes as pessoas, assim é mais fácil de ligar. Bianca era a apaixonada frustrada por não conseguir admitir, sua paixão era Rodrigo, e Andréia era uma boa amiga. Bom, estavam as duas no ônibus, conversando, quando Bianca solta a frase:
- Sabe, eu gosto dos românticos!
Andréia dá uma risada alta, todos no ônibus olham para ela, ainda rindo ela diz:
- Ta certo, desde quando?
- Eu descobri, tipo aqueles pensamentos que aparecem em flash, e você se dá conta, tipo: " Nossa eu gosto dos românticos!"
Dando risadas ainda, Andréia fala:
- Você tá brincando comigo.
- To falando sério, pô! To aqui me abrindo e você fica se fazendo.
- Desculpa, mas difícil acreditar já que você sempre odiou os românticos.
- Não são bem os românticos tradicionais, cheios de melação, o tempo todo. Mas eu realmente amo aqueles que dizem as coisas certas na hora certa, fazem surpresas. Aqueles que, ah, te deixam sem chão. Sabe como?
- Não quer um cavalo branco, e um reino?
- To falando sério. Meu deus, não é tão difícil ser assim. Veja bem, ainda nem pedi pra serem bonitos, cheirosos, fortes; feitos sob medida para mim.
- Duvido, que você ia gostar de um cara fedido.
- Você não ta me levando a sério!
- E tem como levar?
- Ta, deixe me continuar... O meu maior problema com os românticos é que eles realmente me assustam. Por isso, além de serem românticos, eles tem que saber a hora certa para ser.
- Meu deus, você montou até um esquema!
- Eu deveria escrever um livro. Imagine só como seria bom. Problema é que homens não gostam de ler auto-ajuda. Talvez eu devesse distribuir para os homens certos. Não?!
- Olha, minha amiga, se você escrevesse e desse certo, eu ficaria bem contente. Dou um super apoio para seu livro. Mas e o Rodrigo, entra para os românticos?
- Não sei ainda, mas essa semana vou à casa dele, e então irei descobrir...


Por Gabriela às [10:21]


[terça-feira, 17 de junho de 2008]

Para quem não sabe, ou quer saber mais sobre o que eu disse no post anterior, estou colando uma reportagem do Jornal O Dia Online.

Grupo de baloeiros formado por empresários e oficiais será indiciado

Em entrevista ao ‘Fantástico’, eles admitiram que infringem a Lei de Crimes Ambientais


Maria Luisa Barros



Rio - A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) indiciará por apologia ao crime grupo de baloeiros, entre eles empresários, coronéis da Polícia Militar e um brigadeiro reformado da Aeronáutica. Em entrevista ao ‘Fantástico’, domingo à noite, os militares da reserva admitiram que infringem a Lei de Crimes Ambientais para continuar soltando balões. O grupo faz parte da Sociedade Amigos do Balão, criada há 10 anos, mesma época em que entrou em vigor a lei ambiental.

“Para a Sociedade Amigos do Balão esse artigo é ilegal. Não reconhecemos essa lei”, afirmou um dos militares que fazem parte do grupo. “A lei se aplica a todos e vai continuar se aplicando. Por isso eles vão responder criminalmente por apologia ao crime”, afirmou o delegado Luiz Marcelo Xavier.

O inquérito da DPMA já identificou baloeiros em Ramos, Madureira, Campo Grande, Nilópolis, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, e também em Niterói e São Gonçalo. A pena para apologia ao crime é de até um ano de prisão. A detenção sobe para 3 anos nos casos em que o baloeiro for flagrado fabricando, vendendo ou transportando balões.

Nesta terça-feira, policiais do Batalhão Florestal da PM apreenderam em casa em Santa Cruz, farta quantidade de material para a fabricação de balões. O dono do imóvel não foi localizado.

Terceira operação em sete dias

Internada há uma semana na Casa de Saúde Santa Terezinha, na Tijuca, a massoterapeuta Flávia Regina Nunes Pedro Brandão, 34 anos, será submetida nesta terça-feira a sua terceira cirurgia. Ela foi atingida por um balão dentro de seu apartamento, em Copacabana, e teve queimaduras nas duas mãos.

Sentindo muitas dores e sem previsão de alta, Flávia ficou indignada ao assistir do quarto do hospital à entrevista com grupo de baloeiros. “É inacreditável que essas pessoas continuem soltando balões e ainda tenham coragem de falar isso em público. A lei é feita para todos. É de uma total falta de respeito com o próximo. Não desejo que ninguém passe pelo o que estou passando”, desabafou. Os responsáveis responderão por crime ambiental, lesão corporal e incêndio culposo e podem ser condenados a seis anos de prisão.

Site da reportagem


Por Gabriela às [12:04]


A lei é ilegal! Para nós a lei é ilegal.

Estou a anos para falar sobre isso, mas andava sem muita inspiração para escrever. Fiquei totalmente boquiaberta quando ouvi aquele grupo de baloeiros soltarem esta frase em plena rede nacional: "A lei é ilegal! Para nós a lei é ilegal!". A lei não é ilegal, e está lá para ser obedecida e não questionada. Ta espera aí, minha frase ficou totalmente conservadora, não digo que mudar não seja preciso, mas nesta questão não é. Balões são perigosos, tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente, e não há destruição da cultura ao proibir balões, só uma certa prevenção e cuidado para que não haja futuros perigos. O meu maior problema, realmente foi com a frase dita, como assim para você? A lei não é individualista, meu querido, as leis não são feitas para satisfazer o seu grupo. A lei pode ser ilegal para um traficante, para ele a lei está errada a proibir a venda de drogas, assim como a lei é ilegal para usuários de drogas, para eles a proibição do uso de drogas é ilegal. O fato é que sob o ponto de vista de cada pessoa, a lei pode ser legal ou ilegal, mas não cabe a nós decidir isto, cabe a nós apenas votar em representantes que possuam o mesmo ideal que o nosso, assim a lei pode estar mais de acordo com o que a gente acredita que é certo ou errado. Devemos sim lutar pelo que acreditamos ser correto, mas tendo em vista o bem geral, não apenas individual ou do grupo ao qual pertencemos.


Por Gabriela às [12:02]


[domingo, 15 de junho de 2008]

Às vezes o amor acontece I

Faz algum tempo que eles acabam se encontrando, em um desses encontros ao acaso, já no fim da festa, eles resolvem arranjar algum lugar para deitar. Ao se deitarem em uma cama de solteiro, começam a conversar. Ele olhava para ela e via como ela era linda, com aqueles cabelos castanhos escuros cujos cachos se entrelaçavam dando corpo e vida aquela cabeleira, olhos de cor de jabuticaba que brilhavam quando olhavam para ele, a pele morena que cheira algum tipo de doce e maravilhosamente macia; ela era simplesmente linda, ela não precisava de maquiagem e nem estar bem vestida, ela era sempre linda. Ela olhava profundamente para ele, se enxergava nos olhos dele, seus pensamentos se perdiam ao olhar para ele, ela estava apaixonada, como poderia nem ela sabia, ela simplesmente estava.
A história deles não havia nem começado, eles achavam que estavam vivendo um caso e só. Ela mentia até para as amigas ao dizer que ele era só um bom companheiro para fim de semana, a quem ela gostaria de enganar ainda não sabemos, mas as amigas dela, ela certamente não estaria. Ele não dizia muito sobre isso, até porque afetaria sua imagem que durante anos ele estava cultivando; não era fácil para ele admitir que uma menina tímida o conquistou sem precisar fazer nada, apenas com seu jeito de se movimentar. Ele tinha a certeza que ela era assim somente com ele, na realidade ele espera que talvez com um pouco mais de tempo, ela se soltaria e se mostraria para ele como ela era. MAs mesmo sem saber nada sobre ela, ele estava já encantado nem sabia dizer como havia se deixado levar.
Mas voltando a aquele dia, ele se deitaram, e começaram a conversar, ela retorna de uma viagem de pensamentos, e resolve perguntar:
- O que você está imaginando agora?
Ele a olha, com um sorriso malicioso, e responde:
- Eu estou imaginando nós dois. Não aqui, mas lá em minha casa, no meu quarto falando bobagens, então você começaria a beijar meu pescoço, chegaria cada vez mais próxima de mim, morderia bem de leve a minha orelha e seguiria beijando delicadamente, como você sempre faz e beijaria o canto da minha boca. Suspiraria, e então eu diria em uma voz surrada 'não me provoque apenas'. Você riria, morderia de leve seus lábios, ficaria corada, e então subiria em cima de mim, me puxaria pelo cabelo, nos colocaria frente a frente. Depois eu a derrubaria, ficando por cima, e diria 'você sempre me deixa assim'.
- Bom... - ela já estava corada, mordendo os lábios de leve, e rindo.
Ele olha para ela e pergunta sobre o futuro. Ela responde:
- Eu ainda não sei nada sobre o amanhã, e sinceramente prefiro não pensar nele, sabe lá o que pode acontecer. Eu tenho medo do futuro, tenho medo de não ter aproveitado tudo o que podia. Eu gosto de viver o presente.
- Mas você não pensa sobre ele? - pergunta ele curioso
- Eu não sei, meu bem, eu não sei.


obs: É o começo de uma história que estou escrevendo, não sei se está boa, mas acho que está fluindo... divirtam se!


Por Gabriela às [17:32]


[sábado, 14 de junho de 2008]

para a minha Natalia Guimarães.

Não é difícil perceber porque ela é minha amiga ainda, como ela consegue me fazer rir com bobagens, e até me dá animo para continuar mesmo depois de alguns obstáculos. Hoje, não foi diferente, eu não estava lá muito animada, porque a depressão dia dos namorados, só deu hoje; foi quando ela me consolou e disse que eu pelo menos havia encontrado o santo Antônio no bolo. O que é verdade, eu tenho muita sorte mesmo, todo ano acho o santo Antônio no meu bolo. Mas como eu ia contando, eu estava lá, bem triste, por passar esse sábado de noite em casa, quando ela começa a me falar que eu vou encontrar alguém e ela até já sabe quem é, eu dei tanta risada, e disse então ta como ele é, já que ela e o santo andam se falando tanto. Eu nem quero tirar o mérito dela, e da descrição dela, então vou mandar igualzinho o que ela disse: um moreno médio, não muito alto, gosta de rock 'n roll e palavras bonitas, tem jeito de cara mal às vezes e às vezes ele passa uma ingenuidade mórbida, que fascina e engana, prende e assola o coração das meninas mais carentes do Brasil. Bom esse deve ser bem mulherengo, porque segundo a descrição dela ele prende e assola VÁRIOS corações. Sabe, minha cara amiga; você me rendeu risadas, sorrisos de canto de boca. Você consegue ser a mesma na essência, mas ao mesmo tempo sempre com novas surpresas. Você ainda sabe como me fazer bem. É, acho que alguns amigos nunca se tornam estranhos mesmo!


Por Gabriela às [17:48]


[segunda-feira, 2 de junho de 2008]

Alguém já percebeu que dia 12 de junho, é semana que vem? O que me dá basicamente duas semanas para encontrar meu caso de dia dos namorados. É vejamos bem, preciso encontrar um amor, casinho, paixão repentina, para o dia dos namorados; e até então não movi uma palha para que algo acontecesse. Será que a minha missão dia dos namorados vai dar com o burro n'águas? Será que este será a primeira vez em 3 anos que passo o dia dos namorados, sozinha? Não pode ser! Há de existir alguém interessante, e que preencha o vazio do meu dia dos namorados, que valia a pena, e me proporcione um grande dia. Se não for assim, nada que eu não possa me arranjar. Tenho dito, caso não ache um amor, declaro dia 12 de junho o dia do sozinho!

Mas não desistirei, agora lanço: MISSÃO DIA DOS NAMORADOS. Quem será o sortudo?


(Uma dose de bobagens...)


Por Gabriela às [11:11]


Quero mais amor, quero uma vida cheia de amor. Uma vida com mais aventuras. Quero a graça dos altos e baixos do amor. Quero me apaixonar, estar loucamente apaixonada, quero ser pega pensando em alguém o tempo todo. Quero um novo alguém interessante. Quero um grande caso, que me deixe boba só de lembrar pequenos e simplórios episódios. Quero viver no constante espírito apaixonado. Quero amar pessoas reais. Quero voltar a viver no mundo real. Estou cansada de paixões que sei que nunca alcançarei, quero amores verdadeiros.


Por Gabriela às [11:11]


Não consigo mais tirar você da cabeça. Não consigo mais viver sem ter você pelo menos três vezes ao dia. Não agüento mais a dor de passar ao seu lado, e saber tudo sobre você, conhecer cada pedaço, cada ponto, cada virgula, e ter que me convencer que nós somos apenas estranhos. Preciso começar a me convencer que nós nunca vamos nos pertencer. Você nunca vai ser meu. Preciso começar a viver no meu mundo real, esquecer de você, mas como fazer isso se já estou completamente possuída por você? Como me livrar dessa incessante dor, que hoje tomou conta do meu ser? Sem você hoje não consigo fazer nada. Meu pensamento é só em você. Como me livrar desse platonismo que tomou conta do meu coração? Como me livrar de você?
Não quero mais isso para mim. Por mim, hoje dou um basta. Não quero mais esse amor de mentira.


Por Gabriela às [11:10]


Meu sorriso sincero faz falta. Estou cansada de ser uma mentira, de fingir estar contente o tempo todo, estou cansada de ser uma pessoa sem problemas. Sei que finjo muito bem, até porque como invento histórias, sei muito bem inventar personagens para que eu possa vivenciar. Mas estou cansada. Meu corpo, minha alma, não suporta mais essa maneira de viver. As pessoas não percebem, mas estou podre por dentro, não me resta mais nada. Hoje não tenho nada a perder. Talvez dessa vida eu já devesse ir embora, quem sabe, amanhã eu já não esteja aqui. Talvez já tenha acabado meu tempo. Estou podre, sou podre, sou um lixo. Um monte de merda, mal consigo me manter em pé. Mal consigo me manter viva. Sou um lixo, sou uma grande falsa sou um monte de mentiras. Por dentro sou podridão. Eu não sou mais eu.


Por Gabriela às [11:10]


[sexta-feira, 23 de maio de 2008]

Por que os livros são caros no Brasil?
http://www.marginalrevolution.com/marginalrevolution/2008/05/why-are-books-s.html
O melhor blog de economia do mundo procura a resposta:

1. Most Brazilians do not read. I don't mean they can't read, I mean they don't read for leisure so much. I was stuck at the Sao Paulo airport for seven hours and did not see a single person reading a book, not once.

Taking that as given, low demand means high prices. That's why Stephen King paperbacks are cheap and Edward Elgar (the name of an academic publisher) tomes go for $100 and up.

2. Brazilian retailing is not in every way efficient. Efficient retailing in the traditional sense is, by the way, bad for the quality of your food because it means it is easy to serve large numbers. And Brazil has some of the world's best food, and so inefficient retailing for its books.

3. No other supply source is right nearby and the Portuguese language does not produce an extremely thick market. Note that the Portuguese of Portugal is very different from the Portuguese of Brazil.

4. The Brazilian currency may be overvalued at the moment, at least in purchasing power parity terms, due to Brazil's commodity exports.

Nos comentários, muita gente também tenta responder. A discussão logo se desloca para o motivo de os brasileiros não lerem. Alguém cita a história do "trauma": por exemplo, a obrigatoriedade de ler José de Alencar aos 15 anos. Outro questiona se os brasileiros não lêem justamente porque os livros são caros. Há quem diga que é uma questão cultural: não lemos porque conhecer alguém vale mais do que o que conhecemos. Provavelmente, é um pouco de tudo isso.

Aqui uma matéria da Super Interessante explicando exatamente como funciona o primeiro ponto colocado por Tyler Cowen. Menor a tiragem, maior o custo. http://super.abril.com.br/superarquivo/1995/conteudo_114599.shtml


(Fonte: Gazeta do Povo)


Por Gabriela às [10:44]


[sábado, 10 de maio de 2008]

Eu fracassei, não consegui ser seu orgulho, sua alegria, nem mesmo cheguei perto de ser sua maior felicidade e realização. Eu simplesmente sou uma perdedora. Se hoje vou embora é para não lhe causar mais dor e tristeza. Esforcei-me e lutei para ser sua menina, mas pela milésima vez me sinto uma fracassada. Sou a pior pessoa do mundo. É Mãe, eu admito que fracassei, eu perdi quando não deixei de ser eu para ser alguém que você queria e sonhava, no meu papel de filha, eu fracassei. Porém minha querida Mãezinha, você também fracassou! Você fracassou ao me deixar acreditar que sou uma fracassada, você me humilhou, você me matou. Se não estou aqui mais para você poder dizer que tudo isso é invenção da minha cabeça, e poder se redimir ao menos um pouco, a culpada é a senhora. Nesta mesma noite, você me mandou ir embora, sem nenhuma pena. Você disse tudo o que queria de mim, você olhou nos meus olhos e pediu para que eu nunca olhasse para trás, para que esquecesse as minhas origens, meu passado. Espero que pela primeira vez em minha vida, eu tenha conseguido fazer o que você deseja. Brindo a minha morte, a sua felicidade. A dou como presente de Dia das Mães, a dou como a maior demonstração de meu amor por você.


Por Gabriela às [14:44]


Eu ando cada dia pior, ando sem vida, sem brilho, sem alegria. Pareço uma sonâmbula o dia todo, estou sempre sob efeito de alguma droga. Ando com o pensamento cada vez mais longe. Sinto-me sozinha, sem poder buscar solidariedade de alguém. Sou um fantasma, que anda perdido por aí, tentando se libertar.


Por Gabriela às [14:44]


Abrace me, mas me abrace muito forte, como se houvesse me amado um dia. Abrace me com amor, como se fosse o último dia de nossas vidas. Ame me, ou pelo menos finja fazê-lo. Seja meu, seja plenamente meu, pelo menos somente esta noite.


Por Gabriela às [14:42]


[terça-feira, 6 de maio de 2008]

Barbie, Simpsons, dominação cultural e o radicalismo

As explicações para a globalização podem ter diversos focos. Vejamos alguns deles: resultado da evolução do internacionalismo, cria moderna do mercantilismo, fruto da expansão das grandes corporações, estágio do capitalismo na pós-modernidade. E por aí vai.

Independente da carga ideológica e do “tom” das definições, não se pode negar que a globalização é uma realidade irreversível. O mundo superou as barreiras do isolamento geográfico e as pessoas, idéias e produtos se movimentam em volta do planeta a “mil por hora”.

Boa ou má, dependendo da situação de cada nação, a globalização vem acompanhada de um conteúdo cultural. Nos produtos brasileiros estão, subliminarmente, embutidos valores como samba, carnaval, praia, futebol e até novela das oito. Violência e corrupção também.

O problema é que os países ricos sempre vencem a batalha. Impõem seus produtos aos pobres e, com eles, seus valores culturais. A isso, muitos chamam de dominação cultural.

Há povos que resistem ao domínio do exterior, ou pelo menos tentam resistir. Outros sucumbem facilmente. A luta contra a imposição de uma cultura estrangeira é tão antiga quanto a humanidade.

Nos dias atuais, o radicalismo tem servido de arma para combater a dominação cultural. Na Venezuela, o governo de Hugo Chávez decidiu proibir a exibição do seriado Simpsons nas tevês no horário das 11 h da manhã. Justificativa? O desenho Simpsons transmite mensagens que vão contra a educação de meninos, meninas e adolescentes.

No Irã, o governo de Mahmoud Ahmadinejad travou uma luta contra a invasão de Barbies, Homem-Aranha e Harry Potter. Por que? Porque, segundo as autoridades iranianas, representam a “ocidentoxicação”, o apelo ao consumismo desenfreado e o “grande Satã”, no caso, os EUA.

Mas a resistência aos estrangeirismos não se restringe aos produtos da indústria cultural. Na China, no mês passado, protestos contra a rede de supermercados Carrefour pipocaram em todo o país. O motivo? O Carrefour deu sinais de apoio à independência do Tibete, o que, para muitos chineses, é uma ingerência externa.

Aqui bem perto de nós, em 2003, um grupo de manifestantes invadiu a fábrica da Coca-Cola, em Porto Alegre, para protestar contra a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. A Coca-Cola, um dos maiores símbolos do imperialismo norte-americano, tem sido o alvo predileto de ativistas em todo o mundo.

Não sou defensor do veto a desenhos animados na tevê nem da proibição da venda de bonecas Barbies. Mas a dominação cultural existe. Por que não conseguimos levar até eles Mônica, Saci, Sítio do Pica-Pau Amarelo e outros? Em contrapartida, nossas casas estão cheias de Mikey, Pato Donald, McDonalds e Barbies. Nossa cultura morre a cada dia para dar lugar à “cultura deles”.

(Texto escrito por Célio Martins, no Certas Palavras - Gazeta do Povo)


Por Gabriela às [08:36]


[domingo, 4 de maio de 2008]

Eu nunca gostei muito de futebol, apesar de que algumas vezes me esforcei para tentar a gostar. Eu sempre achei muito imbecil. Mas hoje, justamente hoje, eu percebi o outro lado do futebol. Eu passei em frente da Baixada, e estava tendo a final do paranaense. Peguei um ônibus com alguns meninos, e eles vinham cantando, e todos na rua também cantava em conjunto. Era uma paixão, um amor, uma alegria; que talvez eu nunca tive por nada que eu já fiz, ou tive. Era algo tão incondicional, tão lindo! Foi à primeira vez, que entendi o porque todas as pessoas ficam tão alvoroçadas, porque elas seguem o time, porque no dia dos jogos eles param. Sinceramente, o futebol une muitas pessoas. E agora, até eu já esqueci que futebol é só um esporte como os outros.


Por Gabriela às [16:11]


Queria gostar mais de você, acreditar que nós fomos feitos um para o outro. Queria dizer que nós dois temos a trilha sonora perfeita, a história de amor mais bela, mas me desculpe não dá. Eu não consigo ser sua, e muito menos te chamar de meu. Nós não somos almas gêmeas, apesar de que eu adoraria. Você me faz bem, mesmo sabendo que nós não temos nenhuma ligação mais. Mas você não me pertence, você não é o meu amor. Você é maravilhoso, e espero que continue sempre assim; mas eu e você, meu bem, nunca vai existir.


Por Gabriela às [16:11]


Gostaria que fosse fácil assim, eu te coloco e tiro da cabeça, quando eu bem quiser. Mas não, as coisas não funcionam desta maneira. E isto para mim, é horrível, porque como você bem sabe, odeio perder o controle da situação. Ás vezes sinto sua falta, falta do seu cheiro, do seu jeito único para dormir, a maneira singular de me olhar e sorrir ao dizer te amo, sinto falta de brigar com você e você apenas me ignorar, me fazendo de louca; sinto falta da maneira que você fazia para nós nos reconciliarmos. Você me faz falta, muita falta... Mas admitir essa falta, só se for nas entrelinhas, nas brincadeiras, cantando músicas que lembram você; porque querendo ou não esta distância só me fez bem, e provavelmente só há de melhorar. É melhor não te ter por perto, é melhor estar como estou. Foi maravilhoso enquanto durou, e nós sabemos melhor que ninguém, mas o tempo passou e esse tempo é o tempo de cada um ficar em seu lugar.


Por Gabriela às [16:11]


[segunda-feira, 28 de abril de 2008]

Menor Perverso

É este o título, com que aparece em todos os jornais a notícia de um caso triste – uma criança de três anos assassinada por outra de dez, em condições que ainda não foram bem tiradas a limpo. Diz-se que o "menor perverso" ensopou em espírito de vinho as roupas da vítima e ateou-lhes fogo. Propositalmente? Parece impossível... Mas nada é impossível na vida.

O fato é que, consumado o seu ato de perversidade (ou de imprudência?) o pequeno fugiu, e andou vagando pelas ruas, até que, já tarde, exausto, banhado em lágrimas, foi encontrado na praça da República e conduzido para uma delegacia policial. E os jornais, terminando a narração do caso triste, pedem quase todos, em quase unânime acordo de idéia e de expressão, que "se castigue esse precoce facínora, cujos instintos precisam ser refreados".

Que se castigue, como? Metendo-o na Correção? Mandando-o para o Acre? Fuzilando-o?

A ocasião é oportuna para mais uma vez se verificar quanto estamos mal aparelhados para atender às múltiplas necessidades da assistência social. Um criminoso de dez anos não é positivamente um criminoso... Se é verdade que esse menino conscientemente praticou a maldade de que é acusado, o nosso dever não é castigá-lo: é salvá-lo de si mesmo, dos seus maus instintos, das suas tendências para o exercício do mal. Como? Naturalmente, dando-lhe uma educação especial, uma certa disciplina de espírito. Mas onde? É aqui que surge a dificuldade, e é aqui que somos forçados a reconhecer que, se estamos muito adiantados em matéria de politicagem e parolagem, ainda estamos atrasadíssimos em matéria de verdadeira civilização...

Já sei que há por aí uma Escola Correcional. Mas, ainda há pouco tempo, o que se soube da vida íntima dessa escola serviu apenas para mostrar que, lá dentro, os pequenos maus, pelo vício da organização do estabelecimento, estão arriscados a ficar cada vez piores. Tudo quanto se refere à assistência pública ainda está por fazer no Brasil: asilos, escolas correcionais, penitenciárias, presídios, não têm fiscalização efetiva. Só pensamos nessas casas de beneficência ou de correção, quando um escândalo, dos que há dentro delas, faz explosão cá fora, comovendo-nos ou indignando-nos. Então, há uma grita convulsa, um grande espalhafato, um grande dispêndio de artigos pelas folhas e de atividade pela polícia; mas, logo depois, tudo volta ao mesmo estado... à espera de novo escândalo.

Tive muita pena da pobre criança de três anos, morta no meio de horríveis torturas. Mas tenho também muita pena dessa outra criança, que uma brincadeira funesta (ou uma inconsciente moléstia moral, perfeitamente curável) levou à prática de um ato tão cruel. Nesse pequeno infeliz, que os jornais consideram um grande criminoso, há um homem que se vai perder, por nossa culpa, – porque não lhe podemos dar o tratamento que a sua enfermidade requer...


Texto extraído do livro Obra reunida. Olavo Bilac. Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1997. Páginas 737-738.


Por Gabriela às [13:33]


[quinta-feira, 24 de abril de 2008]

Ele me ama, ele me ama! Eu podia correr e gritar, porque eu sabia e ele também, que ele AH ele, me ama! Ele tentava esconder, mas não adiantava, eu conhecia todos aqueles gestos, e todos provavam que ele, ele me ama. Ele podia negar, podia fazer de conta que tudo era besteira minha, mas eu sabia que os olhares, carinhos, eram verdadeiros, tudo reforçava, a idéia dele me amar. É tão dificil para você dizer que me ama, porque você é cego, você é burro, não percebe que eu também amo você. Mas eu faço pior, eu lhe provo que não te amo, todos meus gestos e atitudes provam que eu não te amo. Como sempre, estamos cada um no seu canto, dizendo que não. Nos tentamos enganarmos, e sabe qual é o pior da história, funciona. Eu me engano de cá, você de lá, e continuamos nossas vidas banais. E eu vou fingindo que ELE, AH ELE NÃO ME AMA.


Por Gabriela às [11:08]


[quarta-feira, 9 de abril de 2008]

Eu guardei muitas coisas, por muito tempo. Andei guardando sentimentos que não deveriam estar guardados, pelo menos não a tanto tempo. E hoje, como se estivesse mesmo acontecendo, a vi falando comigo, conversando. Mas só eu via. Fiz questão de perguntar a todos se eles também viam, mas não, ninguém conseguia ver. Comecei a chorar, e acordei com a mesma sensação de perda, de saudade, de medo, de angustia e vontade imensa de chorar. Lembro que me aconcheguei nos braços de um velho amigo, que me abraçava apertado e pedia muitas e muitas vezes, para que eu parasse de chorar. O abraço foi muito significativo no sonho, mas eu estou precisando mesmo é de um abraço verdadeiro, de um ombro amigo, um alguém que entenda que em questão de sentimentos eu nunca fui boa, e talvez nunca serei!


Por Gabriela às [08:33]


[domingo, 23 de março de 2008]

Eu mais uma vez estraguei tudo. Eu que pensei me conhecer tão bem, me desconheci quando me flagrei sentindo fraca, culpada. Meu coração e meu cérebro entraram em conflito. A minha cama se tornou uma tortura, o tempo que levo para dormir um flagelo. Minha respiração mais ofegante, meus maiores medos vieram à tona. Eu, o meu eu, se tornava falso, cínico, repugnante. Eu sentia nojo do que eu era. Comecei a me perguntar, porque tudo que há tempos atrás me deixaria estonteante, agora me fazia sentir nojenta? Eu queria saber porque só eu ainda conseguia ver o que você realmente era. O que eu havia feito de tão mal para você se esconder nesta carapaça? Eu gostaria que o mundo pudesse ver o que eu via, mesmo que você tentasse sempre se esconder. Eu morria, e você tentava se enterrar. Não levei isto como prova de amor, mas covardia. O que você era? Eu não quero mais solidão, minha alma não consegue te encontrar. Eu sou um lixo, mas você é pior. Eu, ao menos, sei quais são meus medos, meus amores e desamores. Eu, pelo menos, ainda sei quem eu sou.


Por Gabriela às [18:04]


[quinta-feira, 20 de março de 2008]

"Eram flores diferentes, de perfumes díspares, mas harmoniosamente reunidas pelo mistério da adolescência, que é a idade mágica para a mulher.” (Augusto Frederico Schmidt, O Galo Branco, p. 198.)

Ando um lixo para escrever!


Por Gabriela às [11:32]


Apelo
por Dalton Trevisan

Amanhã faz um mês que a senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa da esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem refletida no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor desert, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah. Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite e eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz na varanda.

E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero da salada - o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcharam. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.


Por Gabriela às [11:18]


[terça-feira, 4 de março de 2008]

Estava claro que apenas te encontrava, porque seu namorado era meu melhor amigo e colega de apartamento. Você sempre era muito simpática, e ele sempre falava de como você era maravilhosa e como era um cara de sorte por lhe ter. Vivia dizendo que eu deveria me aproximar de você, que nos daríamos bem. Mas eu sempre desconversava, dizia que não precisava disso, que quem precisava gostar e estar por perto era ele, não eu.
Era uma sexta-feira, e seu aniversário também, você chegou lá em casa, para encontrar ele as 19hrs. Ele iria chegar de viagem, e você se adiantou. Eu abri a porta, e já avisei que ele não estava, que demoraria um pouco a chegar, então você perguntou "Importasse se eu esperar...", eu lhe interrompi e disse que não e que você podia ir ao quarto dele, em um tom frio. Você docemente passou a mão nos seus cabelos ruivos, e disse que preferia esperar na sala. Eu já olhei com cara de que saco, e você disse que queria falar comigo. Primeiro você tentou quebrar o gelo, mas depois logo na lata me questionou o porque eu não gostava de você. Eu fiquei bastante surpreso com sua atitude, respirei fundo, fechei a cara, e respondi que simplesmente não gostava de você, e preferia que continuássemos distantes. Sua expressão era triste, e então você disse que iria embora, que já não tinha mais nada pra falar, que eu havia falado o suficiente.
Você vai embora, com os passos acelerados. Logo que você partiu, o telefone toca. Era ele, me perguntando se estava tudo bem, e que não iria voltar até a próxima semana, que havia esquecido de me avisar e também não tivera tempo. Então falo, que você havia ido embora, que preferiu não esperar, que ele havia esquecido de lhe avisar também. Quando ele diz que eu deveria estar louco, que vocês tinham terminado, ou melhor, você havia terminado, que você gostava de outra pessoa, e não deveria ter ido procurar a ele. No mesmo momento, eu falo que preciso ir, e desligo o telefone. Eu fui atrás de você, corri pelas ruas como um desesperado, como se eu tivesse um horário limite. Talvez tivesse mesmo, e já tinha me enrolado demais, eu precisava te encontrar. Eu sabia onde era sua casa, por isso fui para lá. Cheguei e não precisei apertar o interfone, uma senhora abriu para mim. Eu pensava em mil frases para lhe dizer, fiquei pensando se deveria pedir desculpa em primeiro lugar, se deveria ter comprado flores, se estava bonito. Mas na hora, apertei sua campainha, você abriu a porta, com o rosto todo vermelho e inchado, pois havia chorado; e eu não hesitei em lhe abraçar, dizer baixinho sempre te amei, e lhe beijar. Você tinha gosto de morango, um cheiro maravilhoso, e você era incrível. Gostaria de saber, o porque demoramos tanto tempo.


Por Gabriela às [10:14]


[quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008]

Segunda feira meu ano realmente inicia. Estou me dando conta de que não será fácil. É uma batalha dura, e difícil; que muitas vezes vou deitar a cabeça no travesseiro e pensar: “porque não largo tudo?”, mas não farei isto tanto por mim quanto por todos que acreditam em mim. Eu quero poder dizer que cresci com essa experiência, que aprendi que para se conquistar algo que se quer muito ter que batalhar, suar a camisa. Eu quero poder provar a mim, a todos que duvidam do que eu posso fazer e as que acreditam em mim principalmente. A esses eu quero dar um agradecimento chamado orgulho. Quando eu pensar em desistir, quero olhar os números de quanto dinheiro se vai a uma faculdade, quero olhar os meus planos de viagens malucas pelo mundo e ver quanta diferença uma Federal faria nesses planos. Quero poder cortar as minhas asas e voar para longe, porque mais do que saber o que eu quero, eu sei o que eu não quero; que é depender mais cinco anos financeiramente do meu pai. Eu devo isso a eles, que ainda depositam confiança em mim. Eu devo isso a mim.
Este ano espero não me enganar, e nem enganar as outras pessoas. Este ano estou disposta a dar o meu melhor. Porque sei que o ano passado não dei um terço.
É um ano, só um ano. E um ano passo voando.


Por Gabriela às [21:14]


Já era tarde, e nós dois estávamos atrasados. Após várias ligações no celular, saímos. Chegando lá como sempre, algumas conversas sem nexo e risadas forçadas. Não queríamos a companhia de ninguém, nós dois éramos suficientes para nossa diversão. Por sorte, e falta de discrição, logo eles foram embora. Então resolvemos nos sentar e beber o restante da garrafa de vinho. Lembro me como o céu estava limpo, da rua vazia, de como o silêncio tornava-se a trilha sonora perfeita. Eu ainda recordar de como você estava vestido, aquela camiseta branca sem nenhuma estampa, o shorts jeans, o tênis vermelho e a meia soquete branca. Você estava lindo!
Entre um gole e outro, contávamos histórias mirabolantes de quando ainda não nos conhecíamos. Nos dávamos bem, apesar de sempre parecer que apenas nos suportávamos. Começamos a falar do cenário. De como a luz iluminava bem a rua, de como a cidade era ainda mais bela à noite. Como a Lua se destacava no céu, com uma cor prateada. Como as estrelas se posicionavam de maneira atraente. E como o céu havia fechado em questão de horas. Apesar de parecer certo procurar um lugar coberto para ficar, arriscamos um belo banho de chuva. O vento estava começando a ficar forte, estávamos sem casaco, por isso você me abraçou; na hora quis me afastar, porém pensei que como nunca nos dávamos bem, era bom aceitar o abraço como uma forma de "fechar a noite com chave de ouro".
A chuva começou e você me perguntou de um jeito meio cínico se eu não iria reclamar por causa do meu cabelo. Mal olhei para você, eu estava mais preocupada em dançar de uma forma meio esquisita debaixo de toda aquela água, de olhos fechados, eu respirava fundo para poder sentir todos aqueles odores, estava ouvindo melhor o som que a chuva fazia quando se deparava com algum obstáculo. Você estava parado, me olhando com cara de assustado. Eu continuava a dançar, era como se você não estivesse ali. De surpresa, você me puxou forte pelo braço, e novamente seu gesto me assustou. Você era muito intenso nos seus gestos. Primeiro pensei "Ótimo, você acaba de estragar o meu momento", durante esse pensamento, você passou a mão no meu cabelo e me deu um beijo. Neste momento, o meu segundo pensamento veio à tona "Será que ele ficou maluco? Eu deveria me afastar? Perguntar o que esta acontecendo?", ou pelo menos era o que eu tinha intenção de pensar. Quando o beijo acabou, você me olhou e sorriu, mas não falou nada. Mais uma vez, o silêncio foi à música perfeita, ou vai ver eu não gosto muito de papo. Eu aguardei mais um tempo e retribui o sorriso, lhe abracei, e nos beijamos novamente e logo fomos embora, sem trocar uma palavra.
No dia seguinte, nos encontramos, mas parecia que a noite anterior não passava de imaginação; e novamente estávamos apenas nos suportando.



Fiquei muito tempo, tentando acertar a palavra em itálico, mas não consegui. Não sei mais me soa muito esquisita. Se houver erro, me avisem. Obrigada.


Por Gabriela às [12:01]


[segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008]

Sentimos saudade o tempo todo. Saudade do que passou e do que passará. Sentimos saudade antecipada. Como somos dramáticos, não? Estamos o tempo todo falando de quanta saudade sentiremos, de quanta sentimos, e relembrando velhos momentos, manias, histórias. Haja saudade nesse mundo. Mas eu como todos, sinto saudade. E só quem sente sabe o quanto dói.


Por Gabriela às [21:10]


[domingo, 24 de fevereiro de 2008]

Nós perdemos o brilho. Nós éramos uma família que se dispersou. Todos éramos um só, nós vivíamos juntos, sabíamos tudo um do outro. Estávamos sempre sorrindo, resolvíamos nossas diferenças. Onde foi que a gente errou? O plano era ficar no topo, e não descer a ladeira. Não somos mais como uma família, porque como diria minha mãe cada um tem um caminho a seguir, talvez mais tarde vocês se cruzem novamente, mas por hora é melhor ficar assim. Na verdade nós sabemos, que não importa a distância, e nem se o contato é o mesmo, o que importa é que como toda família, sempre existir. A família ta ali, só que por enquanto não muito unida. Melhor que ninguém, nós entendemos que no final sempre sobra os velhos e bons amigos.


Por Gabriela às [18:27]


[sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008]

Criamos dia a dia, expectativas em torno de situações da vida. O que pode nos prejudicar muito, ou nós fazer perder o 'tezão' muito rápido. Quantas são as vezes que paramos para sonhar, de como pode ser, como seria, e na hora, mudamos totalmente de opnião e vemos que não é nada do que imaginamos. Mas é neste momento que lanço uma grande questão a vocês, continuamos tentando atingir nossas expectativas ou desistimos do que pensamos querer e traçamos novos sonhos?


Por Gabriela às [11:57]


[quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008]

Às vezes, paramos para pensar o que dá felicidade. A gente acha que tendo algo, podemos ter plena felicidade, mas vai vê que ter nada é o que realmente trás felicidade. Ao procurar felicidade, já nos sentimos felizes. Ou vai vê felicidade não existe, e só achamos que existe; felicidade é apenas uma desculpa para estarmos vivos. Ou não, melhor; felicidade se vende no barzinho da esquina de casa, é só pedir pro "Ricardão", e ele manda um copo da melhor felicidade que ele tem (que convenhamos, é a mais barata do mercado, e ele ainda insiste em por naquela velha garrafa de vodka russa). Felicidade é por os pés na areia, dançar na chuva sem se preocupar com o cabelo ou a roupa ou se ficará doente, estar com os amigos fazendo qualquer coisa. Felicidade é o que a gente quiser, quando quiser, a hora que quiser. Felicidade é você conseguir ser você mesmo. Felicidade é...


Por Gabriela às [20:05]


[quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008]

Seria eu mais uma pessoa a procura de um grande amor? Uma pessoa que ainda acredita em contos de fadas, que vive em função dos sonhos? O que seria que eu gostaria de ser?
Vai vê que sou de tudo um pouco, e ainda estou tentando encontrar o que será eu no futuro.


Por Gabriela às [18:43]


O amor aparece nos frascos mais diferentes. Por um velho hábito chamado curiosidade acabamos tomando do frasco. Acabamos com os efeitos colaterais quando não suspendemos o uso: insônia, dor de cabeça, falta de atenção, coração acelerado, e alguns outros riscos que corremos, quando resolvemos experimentar doses maiores do "perigo". Amor vicia, causa danos e ainda tem gente que diz que é bom. Amor é uma droga. Como toda droga, tem alguns efeitos "bons", amor é alucinógeno, dá alegria instantânea, causa sensação de leveza, mente aérea. É o amor é curioso, e desperta curiosidade em todo mundo, alguns preferem nunca mais usar, outros usam a vida inteira.
E você, já suspendeu uso? Eu já estou limpa a seis meses.

Ainda sofro do bloqueio, mas tenho algumas idéias. Não consigo concluir todas, mas dá para ler, e entender o que eu quero dizer.


Por Gabriela às [17:56]


[quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008]

Simplesmente ando totalmente com bloqueio, não consigo escrever nada que preste. E enfim, ando meio sem saco também.
Mas vou colocar um texto, que sou de certa forma suspeita para falar, mas tudo bem.
É maravilhoso, ganhei de presente de uma amiga.


É engraçado como as pessoas surgem nas nossas vidas. É engraçado o modo como você surgiu na minha. trazendo de mansinho mais cores. Tirando a minha vida do quase monótono 'black and white'. É tão bonito viver assim, nas aquarelas que você criou pra mim. O teu sorriso, tua risada [essa de aparelho!], teu jeito de falar, tua amizade infinita. Cada pequena coisa da tua vida cria um tom diferente na minha. Amáveis como os tons das musicas que a gente ouve e canta junto, e tudo fica mais colorido quando você esta por perto. Voce é insubstituível gabriela. E eu vejo isso claramente a cada ida a casas alheias, a cada começo de madrugada no msn, largo da ordem, campo largo, natasha e canelinha. A cada confissão [ coisas que só você deve saber ] ou em qualquer outro momento que eu esteja rindo com e pra você. Sabe, gabriela. Você é mesmo uma caixinha de surpresas. Vai estar sempre surpreendendo a mim e a todos com novas besteiras, novas piadas, novas fotos, novas cores, enfim. Com todas as coisas inovadoras que vêm de você. E é tão bom estar nesse mundo paralelo que você criou. Onde a vida fica com mais vida, onde as risadas valem mais do que qualquer dinheiro, onde a nossa amizade cresceu. Cresceu tanto que já nem cabe nesse espaço que eu chamo de coração. Agora a gabriela mora no lugar que eu chamo de vida. Pra sempre. Esses dias meu coração anda apertado demais...Apertado por saber que mais cedo ou mais tarde eu já nao vou poder ver voce sorrir todos os dias. Mas é só lembrar de cada momento (todos eles) que a gente viveu, pro coração aliviar um pouco. As coisas funcionam assim, e eu vou levar essa nostalgia por cada dia sem você, sem suas cores. e depois de ter sonhado com sonhos que só você sabe de quê, vou acordar todas as manhãs e ouvir 100 musicas do cazuza só pra lembrar de você. e toda vez que alguém falar TRUUCOOO SEU VIADO, o coração vai dar aquela apertada... e sempre que eu passar pela rui barbosa vou parar na nossa pastelaria e lembrar de como aquela pimenta era boa, e como a gente ainda quer um especial só de queijo, uns cinco que é pra matar a fome de uma vez! E eu fico feliz por tudo ter sido tão bonito como tinha que ser, vou ser eternamente grata por tudo isso que você compartilhou comigo, por cada pequeno momento que, com você, viraram os maiores e melhores do universo.

so 'everybody gonna love today!
'te amo, minha cravo e canela [de coração, e sincero.]
por Theany

É lindo, não é mesmo?


Por Gabriela às [18:22]


[segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008]

Rita Lee em Curitiba com "Pic-Nic"
Data: 07 de março (sexta-feira).
Horário: 21h
Ingressos: Platéia R$ 160,00, Primeiro Balcão R$ 140,00, Segundo Balcão R$ 80,00. Desconto de 50% para casos previstos em Lei e 25% para portadores do cartão Teatro Guaíra
Pontos de venda: Teatro Guaíra e site do Teatro
Local: Centro Cultural Teatro Guaíra - Rua XV de Novembro, 971

(eu quero!!!)


Por Gabriela às [13:59]


[quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008]

Estou perdida, nunca estive assim. Pensei que já havia me apaixonado, de ficar sem os pés no chão, mas agora sei que não.
Conheci você, e pensei que seria só uma bobagem, mais uma das minhas brincadeiras, das minhas metas. Eu ia lá, realizava, esquecia, e procurava outra diversão. Mas não foi assim que aconteceu. O tempo passou, te conheci melhor, vivi momentos inesquecíveis com você, e até menti para mim mesma, que aquilo era só passageiro. Criei novas metas, realizei; e você sempre tava ali, me esperando. Esperando que eu admitisse, falasse em voz alta que tudo que sinto não é passageiro. Você ainda espera e neste momento provavelmente, deve está pensando em desistir, pois nunca vou admitir, nunca vou falar a verdade, pelo menos não para você.
Estou sentada aqui, no gramado do parque próximo ao nosso porto seguro. Você sempre vai lá quando quer pensar, e eu também, já se tornou uma mania nossa; mas nunca nos encontramos, até parece que combinamos. Mas voltando, estou sentada; cheia de casacos, pois hoje ta um dia frio. Estou com as bochechas rosadas, bem como você gosta, com o cachecol que você me deu, e tomando o chocolate quente que você sempre me compra de manhã. Sentei aqui, porque queria pensar em outra coisa, que não fosse você, queria ver se me apaixonava por outra pessoa, que não me lembrasse você, mas foi em vão. Resolvi ligar para você, mas você não atendeu. Então desliguei antes que a secretária pudesse gravar uma mensagem.
Logo após tentar te ligar, resolvo voltar para casa. Chegando em casa, tento novamente ligar para você, mas você não atende. Mas desta vez deixo o Cazuza dizer por mim. Deixo um recado, com Cazuza cantando: "É que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano”. Eu sei que quando você ouvir, vai saber que sou eu. E se ainda estiver me esperando, irá me encontrar. Meu amor desculpa a demora, mas algumas pessoas não conseguem ver que paixão é para viver, não existe roteiro a seguir.


Por Gabriela às [19:17]


[quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008]

Eu vejo a vida passar como filme em minha mente. Falo das lembranças de modo que me façam sorrir, e deixo a imaginação dos meus ouvintes fluir sobre todos os momentos. Recordo-me das promessas de um dia fugir junto contigo, ir para o Canadá, comprar um carro e vim te buscar só para você poder ir onde quiser. Na minha memória permanece, algum tipo de angustia e irritação, um tipo lembrança que eu preferia não ter sua. Consegui perceber que você não está mais aqui, e nunca estará. Percebi que nunca mais te verei, nunca mais poderei dizer como você é infantil e tem que mudar, como o mundo não gira em torno de você, como a vida é bonita, eu simplesmente não poderei mais ajudar a te guiar. Você foi, sem pensar que talvez pudesse deixar tamanha saudade. Mas, eu sei que você foi sem ser a mesma, sem ser a minha menina. Você foi como uma pessoa sem brilho, você foi como qualquer um. Você ficou comum, você era só mais uma. Não adianta, não consigo lembrar de você como minha menina, só lembro de você como um humano, uma estranha qualquer. E sei que isso não deveria acontecer, mas nem tudo acontece como queremos. Por isso prefiro permanecer com as minhas lembranças, acreditar que a minha menina já se foi a tempos, e quem se foi agora era só uma estranha.


Por Gabriela às [20:10]


[terça-feira, 29 de janeiro de 2008]

"No próximo dia 15 de fevereiro, sexta-feira, venha participar de uma palestra sobre vegetarianismo com a nutricionista Natalia Chede.

Depois da palestra, vamos juntos saborear o cachorro-quente vegetariano mais famoso de Curitiba, lá no Superdog do Cabral.

Mais informações no link abaixo:

http://www.navrattna.com.br/blogs/juveve/?p=36"


Por Gabriela às [21:01]


[sábado, 26 de janeiro de 2008]

Soraya
(há uma nova estrelinha no céu)
Porque você foi partir tão cedo, criança?
Porque você não tentou uma vez, mas um pouquinho?
Porque você foi fazer nós todos chorarmos tanto?
Porque você foi colocar essa tristeza sem fim em nossos corações?
A dor que sentimos é imensa e a saudade de ti já se faz sentir.
Esse triste momento não vai ofuscar toda lembrança que restou.
Sempre vamos nos recordar de como você era:
Linda, alegre, amiga - vivendo em busca do amor.
Porque você deixou de brilhar, menininha?
E, com teu brilho iluminar nossas vidas, também.
Esperamos um dia te encontrar de novo.
Descanse em paz, princesinha!

(Escrito pelo meu pai)

Enfim, as coisas acontecem de uma maneira que nós nunca vamos entender mesmo. Mas se foi assim que ela quis, não nós resta nada mais além de aceitar. Acho meio duro dizer, mas se for por opção, não tenho motivos a ficar triste.
Essa história, nos sirva de lição, para lembramos a valorizar as pessoas em nossa volta, que todo momento é único e nunca se repete. Aprender que tem muitas pessoas por aí querendo viver, e que nada justifica tirar a própria vida.


Por Gabriela às [17:43]


[quarta-feira, 23 de janeiro de 2008]

http://www.youtube.com/watch?v=UJsVxHocHbs
Leia ouvindo a musica!


Ao fundo começa a tocar "She" de Elvis Costello.
Ele, uma vodka sem gelo, já quase no final. Ele, no bar em que pediu ela em casamento, e um copo vazio. Ele, mais uma vodka sem gelo, e a lembrança dela dançando. Ele, a vodka, e uma mulher com os olhos cheios de lágrimas olhando para ele. Ele, uma lágrima escorrendo pelo rosto, a vodka, e a lembrança dela dançando e sorrindo no final da última festa que eles foram juntos. Ele, um copo vazio, o garçom pedindo para ele sair, mais uma lágrima rola. Ele, gritos, berros, chutes, o boteco da esquina. Ele, uma cachaça barata, muita raiva. Ele, o apartamento deles, a cachaça, lágrimas, o cd que ela gravou no último aniversário dele. Ele, a música tocando novamente, as fotos no chão, ele dançando sozinho como ela sempre fazia quando estava lá. Ele, um gole daquela cachaça, lágrimas, fotos do casamento. Ele, a garrafa quebrada. Ele. Ele sozinho, no chão da sala, cheio de fotos. Ele, de manhã, e o terno. Ele, e o enterro dela. Ele, e 'She' tocando ao fundo.


Por Gabriela às [19:09]


[terça-feira, 22 de janeiro de 2008]

Estava apaixonada, muito apaixonada. As luzes da cidade ficavam mais belas, a noite mais sombria de forma encantadora, a água do rio refletia toda a cidade. Andavam um ao lado do outro, com o rosto brilhante, os olhos refletiam paixão. Voltavam apos o terceiro encontro. Já haviam passado pelo cinema no fim da tarde, seguido de um drink no bar mais perto. Já haviam passado pelo brunch, com o capuccino que ela nunca experimentara que por sinal era o predileto dele. E já estava no terceiro, porém não havia acontecido o beijo ainda, e muitos menos o convite para entrar, mas já estavam apaixonados, como se fosse o vigésimo encontro. Quando andavam na ponte, pararam para observar na água a bela cidade. A conversa fluía com muito humor, eles riam de coisas bobas, contavam histórias sobre a vida, e riam. Pela primeira vez na noite, ele olhou para ela e disse ‘você está linda’. Passou a mão no cabelo liso dela, que era preto; ela estava com um casaco vermelho, que ficava maravilhoso sob a sua pele branca. Ela estava meio rosada de frio. Em um gesto de cavalheirismo, ele envolve o braço dele na cintura dela, e ao fundo como uma cena de cinema, começa a tocar "The way you look tonight". Ele fala no ouvido dela, para dançarem. Ela timidamente recusa, ele insiste. E em um piscar de olhos os dois já estão dançando, a beira do rio, ouvindo aquela música. Ele pergunta se seria muito clichê beijar ela no final da música; ela sorri e diz, tente. Às vezes é bom para um relacionamento, relembrar as primeiras vezes.


Por Gabriela às [19:48]


[sexta-feira, 18 de janeiro de 2008]

A casa estava vazia, quando entraram no quarto, ele apenas deixou a luz d abajur acesa. Ela estava maravilhosa, com seu sapatinho no maior 60's possível, e um vestido muito parecido com o da Marilyn em 'O pecado mora ao lado'. O cabelo dela estava semi preso, com alguns fios caídos no rosto. O colar que ela estava usando, era a peça mais importante de todo o seu vestuário, era um colar em forma de coração, em cristal vermelho, com brilhantes formando uma moldura. Ele já estava deitado apenas apreciando-a. Ela parada na porta, olhando nos olhos dele. Aquela troca de olhares despertará um desejo maior nos dois. Ela vagarosamente tira o sapato, e se senta na frente dele na cama. Ele chega mais perto, e beija as costas nuas dela. O tecido do vestido dela era leve, e suave. Passar mão naquele tecido alimentava ainda mais o desejo dele, porém à vontade de arrancá-lo era maior ainda. Ele desabotoa a parte de cima do vestido, deixando-o cair sobre a pele dela, deixando-o tocá-la. Ela suspira fundo, agora apenas com uma calcinha preta da Victoria Secret, ela sentia mais sede dele, ela queria possuí-lo. A este momento, ela já estava tomando o poder, ela mostraria do que ela realmente é capaz. Ela desabotoa a camiseta branca dele, e beijava lentamente o pescoço dele. Sua mão passa pelas costas dele, e ele começa a beijar o pescoço dela. Em quase um pulo, ela diz sussurrando no ouvido dele, que ele deveria fechar os olhos, não tocar nela, e começar a sentir cada movimento dela, como se fosse um sonho. Como ela já sabia que ele trapacearia, tira alguns apetrechos da bolsa. Era uma venda, e uma algema. Ele ri, mas não uma gargalhada, uma risada num tom pervertido. Tudo muito bem calculado, ela vai fazendo com que cada sentido dele se aflore, e que a vontade aumente, tornando-a quase insuportável. Ela abre o zíper da calça dele, e tira com ele ainda de braços presos e olhos fechados. Passando a mão nas pernas dele, ela observa que ele está de cueca boxer preta, e agora ela realmente estava louca. Agora ela o desvenda, ela estava ainda mais bela, agora com o cabelo solto, seus cachos eram belos, e aquele tom de castanho, que só ela tinha , o fazia pensar como era sortudo. Logo apos muitas mordidas, e beijos, ela o solta. Com as duas mãos nas costas dela, ele troca de posição com ela. Agora não era mais ela que estava em cima, era ele. Ele a pegava com tamanha força, a beijava com tanta vontade, e sua respiração era ofegante. Ela o arranhava, suas pernas se entrelaçavam com as dele. Ela mal respirava a essa altura. Era pele com pele, era um corpo sentido o outro, eles se tornaram um só, naquele momento. O suor escorria, a boca se perdia, a mão sentia cada vez mais a pele macia, a respiração tornava-se música. Aquele momento foi único. Nunca havia sido daquele jeito, para nenhum dos dois, ao invés de ser um alivio, assustava. Logo de manhã, ela junta suas coisas, e vai embora. Mas deixa algo para trás, o seu colar. Para ele, ela ainda era um mistério. Talvez o colar fosse uma pista, para um possível encontro futuro, contudo até o mais breve momento, ele não podia fazer nada. Ela era apenas uma boa estranha lembrança, sem nome ou endereço.


Por Gabriela às [21:24]


[segunda-feira, 14 de janeiro de 2008]

Estava vestida apenas com um pano bege claro, que mais parecido encardido, corria pelo meio da floresta atrás de um homem estranho e desconhecido. Corria, gritando, e o som que ecoava por dentro das árvores verdes, algumas folhas estavam no chão. Estava muito escuro aquele cenário realmente assustava. Mas era tudo muito bonito. Quando um raio de luz começa a aparecer entre as árvores. Aquele homem começa a correr mais rápido, e eu acabo perdendo-o. Eu corro em direção daquela luz... Quando chego em um lugar totalmente encantador, não tinha mais nada de assustador lá, era tudo maravilhoso! Duas cachoeiras, uma de cada lado, que eram separadas por uma caverna, uma caverna fria e com pedras azuis. A água era límpida, eu enxergava as pedras, de um tom amarelo. Quando vejo aquele homem, tento perguntar a ele, onde estávamos e o porque estávamos lá, mas minha voz não saia. Eu forçava a garganta, mas minha voz havia sumido. Ele diz, entre na água vai lhe fazer bem. Eu, que estava vestida com aquele pano bege, entro e vejo os panos boiando em minha volta; mas eu não ficará nua, eu ainda estava com o pano em minha volta, como não faço idéia, mas eu estava envolvida nele. Aquele pano me abraçava, as águas me tocavam, me faziam um bem. Eu mergulhei na água, e levantei a cabeça, e todo o cenário mudou. Eu estava numa praia, de areia branca, sozinha agora. Havia um coqueiro, no meio do nada, que fazia do cenário algo mais bonito ainda. Sentei-me debaixo dele e adormeci. Quando acordei, estava eu em minha cama, sem entender nada. Mas o que aqueles lugares me fizeram, e a energia que me deram, estava presente, como se eu houvesse mesmo saído de minha cama. Ou será que sai?


Por Gabriela às [16:24]


[quarta-feira, 9 de janeiro de 2008]

Passado, o quanto do passado realmente fica no passado, e quando nós devemos nós recordar dele? O que você mudaria no passado? E o quanto do seu passado, ainda é presente? E quanto do passado, será futuro?
Gosto de pensar no passado, como um bom livro de contos. Mas de contos que se interligam. Gosto de pensar no passado, sentindo uma saudade, do que foi bom. E quase que me recuso a lembrar dos momentos ruins, a não ser que isso vá acrescentar algo na minha vida, que não seja depressão é claro. Gosto de pensar o que seria da minha vida, se eu não houvesse feito muitas coisas, de como seria se não tivesse feito. Não gosto de sofrer arrependimento, nem vontade; atualmente faço o que der na telha, é melhor do que pensar "e se tivesse feito". Prefiro pensar no "e se não tivesse", normalmente é menos doloroso. Há coisas no passado, que se tornam traumas, mas no presente aprendemos a superar.
O passado deixa mais saudade, do que pensamos que podiamos sentir no presente, e no futuro deixa muita mais saudade. O passado é seu grande livro, são suas histórias que você vai contando ao longo da vida. O passado é seu maior professor. O passado é o passado, e vale a pena de vez enquando recordar.


Por Gabriela às [20:40]


Mais uma tarde em casa, meio que sem nada para fazer, além de estudar. Olhando pela janela, vejo uma chuva gostosa, daquelas que vai batendo no chão com uma força, e tornando música aquele barulho típico de chuva, logo vai se transformando em uma grande orquestra, e quando se vai respirar, é uma explosão de odores, com aquele cheirinho de chuva, inigualável! Observando os detalhes ainda, você vai reparando, devagar, que também há uma explosão de cores, e aquela chuva, que sempre cai, e você nunca repara, se torna um ambiente perfeito e envolvente, um refúgio, dá vontade de correr, deixar a chuva molhar, limpar a alma, fechar os olhos e esquecer que o mundo é o mundo, ver que o momento é único, e só seu. Mas você se desliga totalmente, quando ouve, Gabriela fecha essa janela, que vai molhar todo seu quarto. E lá se vai o encanto das coisas simples da vida!


Por Gabriela às [19:38]


Nos vamos olhar as fotos, com a expressão facial cansada depois de um logo dia de trabalho. Um sorriso bem devagar vai aparecendo, e tornando aquela expressão um pouco mais agradável. Depois com o olho fechado, tentando lembrar do dia, vamos rir sozinhos, e sentir saudade. O dia ensolarado, dos amigos, das risadas, das brincadeiras, das bebidas, dos almoços, das brigas, dos filmes, desenhos, jogos. Vamos ver que tudo passa rápido demais, e nós desperdiçamos tempo demais com coisas bobas.


Por Gabriela às [19:37]


[sábado, 5 de janeiro de 2008]

Eu estava sozinha em casa, a meia luz após aquela discussão, boba e ao mesmo tempo feia, no restaurante. Você ainda não havia me ligado. Eu esperava ansiosa, e como esperava. Na minha cama você já fazia falta. Em um pequeno momento, pensei em lhe ligar, mas logo em voz alta digo “não”. Alguém tocava a campainha. Fui logo atender, mas era ela, que havia esquecido a chave novamente. Já comecei a vomitar mil e um xingamentos em cima dela, ela com a cara séria disse “brigou de novo não é?”; respondo logo em seguida, “vou subir para o meu quarto, e morrer, não me irrita. E ah, não esqueça mais a porra da chave”. Mesmo já imaginando que seria ela sem a chave novamente, eu ainda tinha uma esperança de que fosse você vindo se desculpar. Depois de muito Cazuza, uma garrafa de vinho e um pote de Nutella, vou para a sacada. Porém antes consigo ouvir o molho de chaves fazendo barulho, ela novamente ia sair, grito “não esqueça a chave”. Quando chego a beira da sacada, começo a ouvir passos na minha escada, me assusto. Ela já havia acabado de sair, não devia estar voltando, quando me deparo, com você na porta. Vem você, com um sorriso na cara e vindo em minha direção. Logo um sorriso aparece em mim, mas logo lembro do que você havia feito no restaurante, e fecho a cara e digo “você é mesmo um cretino”. Em silêncio e perdendo vagarosamente o sorriso, vem em passos cautelosos chegando mais próximo. Me abraça forte, me beija. Eu surpresa, pergunto o que houve. Você respira profundamente, e diz “eu te amo, e sem você não dá”. Eu, ainda sem saber o que aconteceu digo que também lhe amo. Logo com um tom pervertido, me lembra que estamos sozinhos, e que há coisas melhores a fazer para nos reconciliarmos que conversar.


Por Gabriela às [11:57]


[domingo, 30 de dezembro de 2007]

Retrospectiva 2007.
Nota para o ano: 75

Neste ano que passo agora, eu aprendi a viver mais. Aprendi que cada momento é único, e que não há espaço para perdermos tempo pensando em que devemos ou não fazer, para satisfazer o que as outras pessoas pensam de nós. Não há tempo, para nós arrependermos de coisas feitas, mas sempre sobra um tempo para nos arrependermos do que não fizemos. Aprendi que não se coloca a cabeça no travesseiro mais, com vontade de fazer algo. Quer fazer, faça, viva. Aprendi que há amigos, que não duram para sempre, mas deixam boas lembranças, e que sempre há dias para matarmos saudade dos amigos antigos que perdemos contato. Há amigos, que seguem você mesmo que de longe, mas sempre estando presente, e que se neste ano faltou oportunidade e tempo para continuarmos juntos, no outro aprenderemos a abrir mais espaços para os companheiros fieis. Aprendi que não importa quantos amigos você tenha, sempre há espaço para mais amigos novos, e que fazer amigos é delicioso, aprendemos a conviver com pessoas totalmente diferente de nós. Aprendi que há amores que não duram sempre, perda de tempo, medo de arriscar, de dizer o que pensa, do que quer, atrapalham um relacionamento; mas amores são assim, a gente vive, pega as boas lembranças e aprende, e no futuro tenta não errar de novo a mesma coisa. Aprendi que às vezes ficar sozinha, por conta própria é uma delicia, você aprende a se gostar, a se amar, e tenta cuidar mais dos seus defeitos, e expor mais suas qualidades. Aprendi que há paixões platônicas na vida de uma pessoa, e poder vivê-las é uma aventura maravilhosa, e poder tê-las sempre é mais gostoso ainda. Aprendi a fazer loucuras, a não ter medo, e perder o pudor. Aprendi que responsabilidades começam cedo na vida de uma pessoa, e que vestibular não é um monstro de sete cabeças. Aprendi que sempre haverá pessoas que gostaram de mim, pelo que sou. Aprendi que você às vezes tem que se desafiar, enfrentar quem seja, e tentar realizar seus próprios sonhos. Aprendi que fazer aniversário não é tão ruim. Aprendi que você pode se apegar a pessoas, em curtos períodos, e quando pensa que tudo pode ser só uma lembrança de um ano que passou, o mundo desaba, e você diz para si: ‘eu vou fazer diferente’. Aprendi a crescer, a viver, e ter oportunidades para ser feliz.Este ano fiz minhas loucuras, amei, cantei, chorei, ri, dancei, tirei fotos, fiquei bêbada, estudei, fiz amigos, este ano, fiz tudo que tive direito. Este ano eu aproveitei, para viver a minha vida.Obrigada a todos que fizeram parte do meu ano de 2007, mesmo que em partes minúsculas, todos os momentos de alguma maneira foram importantes. Espero possa levar junto comigo neste ano de 2008, mais histórias com vocês, e que possa ter as minhas aventuras novas.


Por Gabriela às [16:42]


[sexta-feira, 28 de dezembro de 2007]

Deitada, vendo filmes de solteironas que se dão bem após muita luta com o famoso ‘happy ending’. Depois de muito chocolate, e uma garrafa de vinho; fecho os olhos, e passo todo momento da minha vida, como se estivesse preste a morrer. Já estava pensando em pegar outra garrafa de vinho, e mais uma caixa de chocolate, quando me levanto e falo ‘eu não quero isso para mim’. Logo percebo que a casa ta cheia, meus pais ocupam o maior espaço. Respiro fundo, e penso essas férias serão difíceis. Já brigo com a 75% da população da casa. E penso, ‘preciso fugir’. E fujo, fujo para o meu quarto laranjado. Já cansada começo a me debulhar em lágrimas. E penso o que Samantha Jones teria feito, em seus plenos 17 anos? Será mesmo que ela estaria no estado deprimente que estou? Gabriela trate de viver um Samantha Jones lifestyle e não encha o saco com seus textos baratos!


Por Gabriela às [21:17]


Dei me conta hoje, que não importa por quanto tempo você conheça uma pessoa, mas sim a diferença que esta pessoa faz na sua vida. Descobri que não adianta achar que amigos são os que sempre estão ao seu lado. Às vezes as pessoas não podem estar, o destino não as permite que isso aconteça. Acabei vendo, que não importa quanto tempo você fique longe dos amigos antigos, eles serão sempre amigos, os mesmos que você ria no passado, trocava confidencias, chorava, brincava, e tinha todos os seus dialetos. Eles são os mesmos, só que agora crescidos. Acabei me dando conta, que existe pessoas que serão seus companheiros fieis, que sempre vão estar ao seu lado, independente do que aconteça, faça chuva faça sol.
Amigos são pessoas as quais você se identifica, e que lhe transmitem energias boas. Amigos são pessoas raras, e que nós devemos cuidar deles.


Por Gabriela às [21:05]


alguém me tira dessa maldita cidade, ou me arranja uma festa de ano novo com muita putaria e bebida!!
ai, curitiba é adorável mas é um tédio essa época do ano!!


Por Gabriela às [16:21]


[quinta-feira, 27 de dezembro de 2007]

Acordei, olhei no relógio e estava atrasada, pensei “é hoje preciso correr”. Coloquei uma roupa, almocei. E logo pensei em mil e uma desculpas para lhe dar pelo meu atraso.
Pensei que talvez um quindim fosse mostrar que lembrei de você. Comprei.
Passei no shoppinzinho para procurar o sorvete que você mais gosta. Não achei, mas comprei outros três no lugar.
Cheguei na sua casa, e esqueci que é só depois da 17:30 que você fica mais velha, lhe abracei. Eu pensei em mil coisas para lhe dizer mais nada fora um feliz aniversário saiu. Talvez hoje não pude lhe fazer o melhor aniversário da face da terra como acho que você merece, nem pude demonstrar toda a gratidão, amizade, e carinho que tenho por você. Mas, Akemi meu amor, lhe desejo um feliz aniversário, sincero e simples, mas cheio de amor para você. Que você seja muito feliz, porque você merece.


Por Gabriela às [19:12]


[quarta-feira, 26 de dezembro de 2007]

Eu falo das coisas bonitas da vida, meu amor. Eu as falo suavemente, doce, e de um jeito que só você compreenda os vários significados dos meus disseres. Minha bela, meu amor, meu segredo, para você eu faço músicas, poemas, filmes, a você só falo das coisas bonitas da vida.


Por Gabriela às [19:44]


Você acredita em amor à primeira vista? Eu não acreditava. Até você pela minha frente, com seus passos firmes, seus cabelos negros como a noite, sua pele branca como o leite, e seus olhos cor de mel.
Lembro me como se estivesse acabado de acontecer. Você parado na fila do mercadinho da esquina, eu na porta na esperança que a fila diminuísse. Olhei para você com atenção, seus movimentos sutis me encantaram. Como eu não sabia, e nem porque, mas você havia tomado conta dos meus pensamentos. Você era dono dos meus sonhos, se tornara o protagonista do meu maior livro, que eu chamava de vida. Eu ainda penso em você, e comecei a acreditar em amor à primeira vista, estou sempre na esperança de lhe encontrar novamente no mercadinho da esquina, quem sabe desta vez eu fale mais do que um licença.


Por Gabriela às [19:43]


[domingo, 23 de dezembro de 2007]

É natal, já sinto o cheiro do peru em minha casa. Vejo milhares de pacotes de presentes embaixo da árvore. Já consigo até ouvir os familiares na sala. Eu to aqui ainda, esperando que o clima natalino me englobe, me possua. Estou escovando meu cabelo, na esperança de poder atrasar só mais um pouco essa festança.
Família, amigos, bebidas, comidas, presentes. Até que tinha tudo para ser bom, mas eu não gosto de natal, sério. Agora vamos mudar de assunto, porque daqui uma semana chega o ano novo mesmo, e esse ano realmente vai ser novo.

(Gabriela vestida de papai noel, cantando músicas natalinas, com uma taça meio vazia de vinho.)


Por Gabriela às [18:17]


[terça-feira, 18 de dezembro de 2007]

Nem te conheço, mas pelo som da sua voz eu saberia que é você. Não sei quais são as coisas que você gosta, não sei onde você mora, nem seu nome, não sei nada de você. E por incrível que pareça eu já nem sei como é viver sem você. Eu preciso de uma dose de você quando acordo, mais uma antes de sai, e outra antes de dormir. Preciso da sua voz, cantando aquela musica toda especial, e eu fantasiando que um dia vai ser para mim. Tudo são flores quando ouço você. Não sei como, nem porque, nem que fim isso vai ter, mas eu preciso só de mais uma dose de você.

(vou ouvir só mais uma vez a música)


Por Gabriela às [16:28]


[segunda-feira, 17 de dezembro de 2007]

Paixão platônica, doce mistério, doce paixão inesperada. O mais legal é que você não conhece a pessoa, e se apaixona por apenas um gesto, um jeito. Ter paixões platônicas é muito mais divertido do que ter uma paixão mesmo. Na paixão platônica, você sempre vive um mistério, é todo dia você pensando como pode ser, se ela vai te notar, se ela sabe ao menos quem você é. Esta é mais legal, porque muda com freqüência, e dependendo da pessoa pela qual você se apaixona, é ela sempre que dá o caminho desta paixão, e parte dela mesmo que ela não saiba aumentar, ou fazer ser só uma passageira.Paixões platônicas são ótimas, são aventuras novas, e um poder se apaixonar por várias pessoas, diferentes, e sempre com um ar de “o que vai dá”. Muita amor para vocês, que eu vou ali na rua, ver se me apaixono de novo.


(viva a vida com muitas paixões platônicas)


Por Gabriela às [20:14]


Quero você só quando não posso lhe ter. É assim, esta é minha história. Passei por isto a vida toda, e porque com você seria diferente? Você me dá atenção ficou toda boba, sorriu o dia todo, e faço-me de apaixonada. Sou boa atriz, eu sei. Gosto de inventar histórias, sentimentos, emoções. Sou um pouco de tudo, quando quero. Mas por você, sou um pouco de tudo e um pouco mais do que você quiser. Em você vejo algo bom, mas tenho medo, e não quero, eu fujo. Faço-me de invisível, finjo que não ligo. Na verdade, o que sinto por você? Será que mais uma vez, eu inventei outro mundo, só para viver uma história, que eu mesma escrevi, o problema é que não sei continuar. Ficou tudo muito confuso, mas eu estou confusa. Eu sou assim mesmo, nunca sei o que quero, e quando sei fujo do que quero, não gosto de ter o fim, mas amo fazer o percurso.
(sou eu, e meus amores espalhados por aí...)


Por Gabriela às [20:13]


Sou feita toda de amor. Não dá mesmo para me entender, mas qual seria graça se as pessoas me entendessem. Faço graça, finjo que não gosto, disfarço. Faço-me de sarcástica, irônica. Dou sorrisinhos falsos, fico séria. Calo-me quando é preciso, e quando não é também. Sou inesperada, mas gosto também de ser comum. Não percebo que às vezes, não posso ser sempre como sou, mas é inevitável. Não faz mal também, tem quem me ame pelo que sou, pelo que faço, pelo que penso.


Por Gabriela às [10:28]


[quinta-feira, 13 de dezembro de 2007]

Eu acredito que estou com saudade do meu blog. Hum, me deu até uma alegria poder postar aqui.
Lá vamos nós.
Bom, atualmente estou esperando ansiosa o resultado do vestibular. Acredito que não fiz o meu melhor, mas talvez eu mereça, nunca passei por tanta coisa complicada como este ano. Mas basicamente minha vida, está ótima, não posso reclamar. E como já deveria ter dito, se melhorar estraga. Já dia 21 o resultado da utfpr, sai. E eu vou poder ficar talvez, um pouco mais calma, ou já me preparar para o vestibular do meio do ano. Não custa nada ter pensamento positivo.
Ando muito diferente do que eu sempre fui, mas talvez essa mudança tenha vindo para melhor. haha
Acho que vou voltar, com isso daqui. Ou pelo menos vou tentar.
Hoje estou de bom humor, e um pouco cansada. Um beijo :*


Por Gabriela às [16:19]


[quinta-feira, 15 de março de 2007]

Eu quero e quero AGORA!
Quero que esse ano passe logo, quero estar na faculdade, quero um carro ( só queria um fusquinha), quero ganhar na loteria, quero um Brad Pitt (certo, um Ricardo Tozzi já tava bom demais), quero sair dançar, quero emagrecer 20 kg, quero entender essas malditas matérias, quero ser tão sexy quanto a Marilyn Monroe (mas daí é pedir demais), mas quero só se for agora!
Também eu quero um plano para o fim de semana, com direito de eu relembrar pelo resto da semana, porque diversão mesmo só nos finais de semana.(ai que deprimente) Como sei que todo mundo está cheio de planos, não serei a única a voltar estressada do supergordo fim de semana, com direito a ficar sentada vendo televisão e comendo algo que sacie minha vontade de sair de casa e me divertir. QUE SACO!
Tenho certeza que um programa relâmpago ira aparecer, e como iram marcar em cima da hora, eu vou demorar me decidir se fico em casa me sentindo mal por não ter ido, ou se vou gastar meu precioso dinheiro. Daí se eu tiver de bom humor vou sair!
Ai! ALÉM de estudar, tenho que administrar minha vida pessoal, de modo que ela não vire de ponta cabeça e me deixe maluca. Com certeza é um trabalho bem difícil de ser realizado, merece muito cuidado. Mas é a vida, não basta apenas tentar por tudo baseado no horóscopo do dia, não que eu não tenha feito muito isso ultimamente sabe como é andei meio ocupada.
To cansada já! Alguém me arranje uma festa com muita gente bonita, boa música, e ótima bebida, por favor! Não agüento mais, preciso me distrai. Juro que vou tentar por essa cabeça para trabalhar e fazer bons textos, não uns como esse totalmente sem sentindo, que no fundo tem um sim, que é QUE EU QUERO TUDO E QUERO AGORA!


Obs: Mentira! Aposto que todo mundo vai ter um super fim de semana, menos eu, que ficarei em casa mofado. Porque fim de semana passado foi assim meus queridos, todo mundo teve história para contar menos eu. (apesar da minha querida parceira de dias gordos, ter passado o sábado à noite comigo).


Por Gabriela às [17:25]


[terça-feira, 13 de março de 2007]

Sabe o que me deixa muito irritada?
A nossa pátria amada, o nosso querido berço, é o Brasil!
Ta, não o país em si, mas as pessoas que nele vivem. Muito bom! Palmas aos que se revoltaram contra o Bush, ‘NOSSA QUE PAÍS MAIS ENTENDIDO!’, nossa população revoltada com a situação, mais que atitude mais linda! Todos nas ruas, querendo que o Bush morra, queime, se FODA! De qualquer maneira, eu acredito que nós já temos problemas suficientes, e nem uma palha movemos, PORQUE? alguém me explica PORQUE vamos agredir o presidente de outro país se a gente não cuida nem do nosso. Deixando claro que eu não estou defendendo o excelentíssimo George W. Bush, eu continuo pensando que ele é um louco filho de uma puta, mas a questão é que a gente não cuida nem do nosso, vamos cuidar dos outros?
ME DA LICENÇA, mas eu não suporto essa idéia de ficar revoltado pelo problema de outro país, e nem se dar conta do que esta acontecendo no nosso. Vamos reivindicar sim, vamos sair nas ruas sim, mas não por causa do presidente dos Estados Unidos da América, vamos sair para acabar com essa VIOLÊNCIA que todos os dias a gente vê no jornal, para lutar favor da educação, lutar contra a fome que a cada dia mata mais, contra o frio, vamos SIM sair na rua, brigar, fazer mutirões, mas vamos fazer pela GENTE, não para ficar bem na fita, não para dizer que é bonito sair na rua e mostrar revolta, vamos sair para MUDAR alguma coisa nesse país.Vamos sim falar o que a gente pensa, mas não só quando acontece questão mundial, vamos fazer por coisas nacionais. Eu to cansada de ver violência, não quero ver mais crianças morrendo na mão de pessoas insanas, não quero ver mais seqüestros, não quero ser assaltada. Eu tenho o direito de viver em paz, e vocês também. Sei que é utopia pensar que vai ser um lugar sem nenhuma violência, mas da pra melhorar 90%.
Por favor, vamos tentar, e não só reclamar e fazer protestos quando existe uma mobilização mundial, vamos dizer o que pensamos, vamos nos unir para fazer esse país melhor, porque eu acredito que da para melhorar!


Por Gabriela às [17:25]


[quinta-feira, 1 de março de 2007]

Ah o AMOR!
Sentimento que pelo Aurélio, nosso querido dicionário, seria explicado como:
1.Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa: 2.Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema: 3.Sentimento de afeto ditado por laços de família;
4.Sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba também atração física:

É o amor e suas milhões de tentativas de explicações. O amor e suas diferentes formas, amor à primeira vista, amor platônico, amor de verão, amor de até que a morte os separe, amor livre, amor físico.
Um sentimento que CONTAGIA pega todo mundo desprevenido, e sempre mais sempre faz a gente fazer uma loucurazinha aqui ou ali.
Esse é o amor, que de um jeito ou de outro, todo mundo já ouviu falar. Mas porra, para que complicar minha vidinha tão fácil de levar com o maldito amor.(claro as mais românticas eu digam, eu não sei o que seria de mim sem o amor) Eu sinceramente acho que minha vida ia ser BEM mais fácil, o treco difícil de controlar, difícil de se levar, difícil de se admitir. Ah é né? E tem essa ainda, amor é um negocio tão complicado, que até medo de admitir ou saber que se esta amando a gente tem. FALA SÉRIO!
Mas amor, também é um negocio tão saudável, tão gostoso quanto chocolate nos dias de tristeza, tão bom quanto barulhinho da chuva. É tão bom saber que sempre vai ter alguém cuidado de você, alguém ali, ALI do seu lado. É uma delicia dormi de conchinha, mas só tem graça, quando ta com alguém que a gente gosta.
Viu, o que eu to dizendo, AMOR é complicado demais.
Ah, eu to nessa loucura, porque eu vejo filme de amor demais, nos meus programas tem historias de amor, e em todo lugar para onde eu enfiar a cara, vai ta lá o AMOR. São os casais apaixonados de mãos dadas, e a Gabriela aqui, fazendo sua lista do porque a vida é mais construtiva sem o amor, como é mais fácil, e mais simpática levá-la assim.
Mas como já dizem, amor é para ser sentido e não questionado.
Então meus caros, nós ficamos na mesma.
Eu sem entender o que é amor, e viajando nos meus filmes, e vocês pensando em qual é a da Gabriela, eu não entendo ela.
É, sou essas coisas que não são para serem questionadas, mas a gente questiona assim mesmo.E vamos continuar nossas vidinhas, e procurando a outra metade da laranja que a gente ganha mais!


Por Gabriela às [15:11]


 

 

[Um pouco mais sobre Gabriela]

Faço da minha vida, um filme, festa, música. Sou artista, invento um mundo com personagens, histórias, desenho e coloro da maneira que mais me agrada. Faço papel de namorada e de amante, de vítima e vilã, dançarina, bêbada, vagabunda. Sou um pouco do bem e um pouco do mal, o céu e o inferno, o certo e o errado, o amor e o ódio, a poesia e a prosa. Sou o ontem, o hoje e o amanhã. Sou você, eu, ele, ela. Sou virginiana, curitibana, adolescente. Sou Gabriela, uma pessoa a mais nesse mundo, tentando fugir da realidade. Sou indescritível, mas ainda algumas pessoas acham que podem me entender.

[Para fazer antes de morrer]

1. Mochilão
2. Morar sozinha
3. Escrever um livro
4. Compor uma música
5. Emagrecer
6. Não ficar para “tia”
7. Ser reconhecida por alguma coisa
8. Passar no Vestibular
9. Comprar um carro
10. Ir a um desfile de Carolina Herrera

[Últimos filmes vistos]

Lua de Fel
Não por acaso
O barato de Grace
Hair
Sex and City
Alpha dog
Juno
O cheiro do ralo
Cidade de Deus
Paris, te amo

[Vale a pena perder um tempo]

Cyanide and Happiness
Post Secret
Mulé Burra
Seja Vegetariano
Greenpeace
Andando nu
Theany Blá blá blás
McDonald's Game (6)