[sexta-feira, 18 de janeiro de 2008]
A casa estava vazia, quando entraram no quarto, ele apenas deixou a luz d abajur acesa. Ela estava maravilhosa, com seu sapatinho no maior 60's possível, e um vestido muito parecido com o da Marilyn em 'O pecado mora ao lado'. O cabelo dela estava semi preso, com alguns fios caídos no rosto. O colar que ela estava usando, era a peça mais importante de todo o seu vestuário, era um colar em forma de coração, em cristal vermelho, com brilhantes formando uma moldura. Ele já estava deitado apenas apreciando-a. Ela parada na porta, olhando nos olhos dele. Aquela troca de olhares despertará um desejo maior nos dois. Ela vagarosamente tira o sapato, e se senta na frente dele na cama. Ele chega mais perto, e beija as costas nuas dela. O tecido do vestido dela era leve, e suave. Passar mão naquele tecido alimentava ainda mais o desejo dele, porém à vontade de arrancá-lo era maior ainda. Ele desabotoa a parte de cima do vestido, deixando-o cair sobre a pele dela, deixando-o tocá-la. Ela suspira fundo, agora apenas com uma calcinha preta da Victoria Secret, ela sentia mais sede dele, ela queria possuí-lo. A este momento, ela já estava tomando o poder, ela mostraria do que ela realmente é capaz. Ela desabotoa a camiseta branca dele, e beijava lentamente o pescoço dele. Sua mão passa pelas costas dele, e ele começa a beijar o pescoço dela. Em quase um pulo, ela diz sussurrando no ouvido dele, que ele deveria fechar os olhos, não tocar nela, e começar a sentir cada movimento dela, como se fosse um sonho. Como ela já sabia que ele trapacearia, tira alguns apetrechos da bolsa. Era uma venda, e uma algema. Ele ri, mas não uma gargalhada, uma risada num tom pervertido. Tudo muito bem calculado, ela vai fazendo com que cada sentido dele se aflore, e que a vontade aumente, tornando-a quase insuportável. Ela abre o zíper da calça dele, e tira com ele ainda de braços presos e olhos fechados. Passando a mão nas pernas dele, ela observa que ele está de cueca boxer preta, e agora ela realmente estava louca. Agora ela o desvenda, ela estava ainda mais bela, agora com o cabelo solto, seus cachos eram belos, e aquele tom de castanho, que só ela tinha , o fazia pensar como era sortudo. Logo apos muitas mordidas, e beijos, ela o solta. Com as duas mãos nas costas dela, ele troca de posição com ela. Agora não era mais ela que estava em cima, era ele. Ele a pegava com tamanha força, a beijava com tanta vontade, e sua respiração era ofegante. Ela o arranhava, suas pernas se entrelaçavam com as dele. Ela mal respirava a essa altura. Era pele com pele, era um corpo sentido o outro, eles se tornaram um só, naquele momento. O suor escorria, a boca se perdia, a mão sentia cada vez mais a pele macia, a respiração tornava-se música. Aquele momento foi único. Nunca havia sido daquele jeito, para nenhum dos dois, ao invés de ser um alivio, assustava. Logo de manhã, ela junta suas coisas, e vai embora. Mas deixa algo para trás, o seu colar. Para ele, ela ainda era um mistério. Talvez o colar fosse uma pista, para um possível encontro futuro, contudo até o mais breve momento, ele não podia fazer nada. Ela era apenas uma boa estranha lembrança, sem nome ou endereço.
Por Gabriela às [21:24]