[segunda-feira, 14 de janeiro de 2008]
Estava vestida apenas com um pano bege claro, que mais parecido encardido, corria pelo meio da floresta atrás de um homem estranho e desconhecido. Corria, gritando, e o som que ecoava por dentro das árvores verdes, algumas folhas estavam no chão. Estava muito escuro aquele cenário realmente assustava. Mas era tudo muito bonito. Quando um raio de luz começa a aparecer entre as árvores. Aquele homem começa a correr mais rápido, e eu acabo perdendo-o. Eu corro em direção daquela luz... Quando chego em um lugar totalmente encantador, não tinha mais nada de assustador lá, era tudo maravilhoso! Duas cachoeiras, uma de cada lado, que eram separadas por uma caverna, uma caverna fria e com pedras azuis. A água era límpida, eu enxergava as pedras, de um tom amarelo. Quando vejo aquele homem, tento perguntar a ele, onde estávamos e o porque estávamos lá, mas minha voz não saia. Eu forçava a garganta, mas minha voz havia sumido. Ele diz, entre na água vai lhe fazer bem. Eu, que estava vestida com aquele pano bege, entro e vejo os panos boiando em minha volta; mas eu não ficará nua, eu ainda estava com o pano em minha volta, como não faço idéia, mas eu estava envolvida nele. Aquele pano me abraçava, as águas me tocavam, me faziam um bem. Eu mergulhei na água, e levantei a cabeça, e todo o cenário mudou. Eu estava numa praia, de areia branca, sozinha agora. Havia um coqueiro, no meio do nada, que fazia do cenário algo mais bonito ainda. Sentei-me debaixo dele e adormeci. Quando acordei, estava eu em minha cama, sem entender nada. Mas o que aqueles lugares me fizeram, e a energia que me deram, estava presente, como se eu houvesse mesmo saído de minha cama. Ou será que sai?
Por Gabriela às [16:24]