[quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008]
Eu vejo a vida passar como filme em minha mente. Falo das lembranças de modo que me façam sorrir, e deixo a imaginação dos meus ouvintes fluir sobre todos os momentos. Recordo-me das promessas de um dia fugir junto contigo, ir para o Canadá, comprar um carro e vim te buscar só para você poder ir onde quiser. Na minha memória permanece, algum tipo de angustia e irritação, um tipo lembrança que eu preferia não ter sua. Consegui perceber que você não está mais aqui, e nunca estará. Percebi que nunca mais te verei, nunca mais poderei dizer como você é infantil e tem que mudar, como o mundo não gira em torno de você, como a vida é bonita, eu simplesmente não poderei mais ajudar a te guiar. Você foi, sem pensar que talvez pudesse deixar tamanha saudade. Mas, eu sei que você foi sem ser a mesma, sem ser a minha menina. Você foi como uma pessoa sem brilho, você foi como qualquer um. Você ficou comum, você era só mais uma. Não adianta, não consigo lembrar de você como minha menina, só lembro de você como um humano, uma estranha qualquer. E sei que isso não deveria acontecer, mas nem tudo acontece como queremos. Por isso prefiro permanecer com as minhas lembranças, acreditar que a minha menina já se foi a tempos, e quem se foi agora era só uma estranha.
Por Gabriela às [20:10]