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[terça-feira, 4 de março de 2008]

Estava claro que apenas te encontrava, porque seu namorado era meu melhor amigo e colega de apartamento. Você sempre era muito simpática, e ele sempre falava de como você era maravilhosa e como era um cara de sorte por lhe ter. Vivia dizendo que eu deveria me aproximar de você, que nos daríamos bem. Mas eu sempre desconversava, dizia que não precisava disso, que quem precisava gostar e estar por perto era ele, não eu.
Era uma sexta-feira, e seu aniversário também, você chegou lá em casa, para encontrar ele as 19hrs. Ele iria chegar de viagem, e você se adiantou. Eu abri a porta, e já avisei que ele não estava, que demoraria um pouco a chegar, então você perguntou "Importasse se eu esperar...", eu lhe interrompi e disse que não e que você podia ir ao quarto dele, em um tom frio. Você docemente passou a mão nos seus cabelos ruivos, e disse que preferia esperar na sala. Eu já olhei com cara de que saco, e você disse que queria falar comigo. Primeiro você tentou quebrar o gelo, mas depois logo na lata me questionou o porque eu não gostava de você. Eu fiquei bastante surpreso com sua atitude, respirei fundo, fechei a cara, e respondi que simplesmente não gostava de você, e preferia que continuássemos distantes. Sua expressão era triste, e então você disse que iria embora, que já não tinha mais nada pra falar, que eu havia falado o suficiente.
Você vai embora, com os passos acelerados. Logo que você partiu, o telefone toca. Era ele, me perguntando se estava tudo bem, e que não iria voltar até a próxima semana, que havia esquecido de me avisar e também não tivera tempo. Então falo, que você havia ido embora, que preferiu não esperar, que ele havia esquecido de lhe avisar também. Quando ele diz que eu deveria estar louco, que vocês tinham terminado, ou melhor, você havia terminado, que você gostava de outra pessoa, e não deveria ter ido procurar a ele. No mesmo momento, eu falo que preciso ir, e desligo o telefone. Eu fui atrás de você, corri pelas ruas como um desesperado, como se eu tivesse um horário limite. Talvez tivesse mesmo, e já tinha me enrolado demais, eu precisava te encontrar. Eu sabia onde era sua casa, por isso fui para lá. Cheguei e não precisei apertar o interfone, uma senhora abriu para mim. Eu pensava em mil frases para lhe dizer, fiquei pensando se deveria pedir desculpa em primeiro lugar, se deveria ter comprado flores, se estava bonito. Mas na hora, apertei sua campainha, você abriu a porta, com o rosto todo vermelho e inchado, pois havia chorado; e eu não hesitei em lhe abraçar, dizer baixinho sempre te amei, e lhe beijar. Você tinha gosto de morango, um cheiro maravilhoso, e você era incrível. Gostaria de saber, o porque demoramos tanto tempo.


Por Gabriela às [10:14]


 

 

[Um pouco mais sobre Gabriela]

Faço da minha vida, um filme, festa, música. Sou artista, invento um mundo com personagens, histórias, desenho e coloro da maneira que mais me agrada. Faço papel de namorada e de amante, de vítima e vilã, dançarina, bêbada, vagabunda. Sou um pouco do bem e um pouco do mal, o céu e o inferno, o certo e o errado, o amor e o ódio, a poesia e a prosa. Sou o ontem, o hoje e o amanhã. Sou você, eu, ele, ela. Sou virginiana, curitibana, adolescente. Sou Gabriela, uma pessoa a mais nesse mundo, tentando fugir da realidade. Sou indescritível, mas ainda algumas pessoas acham que podem me entender.

[Para fazer antes de morrer]

1. Mochilão
2. Morar sozinha
3. Escrever um livro
4. Compor uma música
5. Emagrecer
6. Não ficar para “tia”
7. Ser reconhecida por alguma coisa
8. Passar no Vestibular
9. Comprar um carro
10. Ir a um desfile de Carolina Herrera

[Últimos filmes vistos]

Lua de Fel
Não por acaso
O barato de Grace
Hair
Sex and City
Alpha dog
Juno
O cheiro do ralo
Cidade de Deus
Paris, te amo

[Vale a pena perder um tempo]

Cyanide and Happiness
Post Secret
Mulé Burra
Seja Vegetariano
Greenpeace
Andando nu
Theany Blá blá blás
McDonald's Game (6)