[domingo, 23 de março de 2008]
Eu mais uma vez estraguei tudo. Eu que pensei me conhecer tão bem, me desconheci quando me flagrei sentindo fraca, culpada. Meu coração e meu cérebro entraram em conflito. A minha cama se tornou uma tortura, o tempo que levo para dormir um flagelo. Minha respiração mais ofegante, meus maiores medos vieram à tona. Eu, o meu eu, se tornava falso, cínico, repugnante. Eu sentia nojo do que eu era. Comecei a me perguntar, porque tudo que há tempos atrás me deixaria estonteante, agora me fazia sentir nojenta? Eu queria saber porque só eu ainda conseguia ver o que você realmente era. O que eu havia feito de tão mal para você se esconder nesta carapaça? Eu gostaria que o mundo pudesse ver o que eu via, mesmo que você tentasse sempre se esconder. Eu morria, e você tentava se enterrar. Não levei isto como prova de amor, mas covardia. O que você era? Eu não quero mais solidão, minha alma não consegue te encontrar. Eu sou um lixo, mas você é pior. Eu, ao menos, sei quais são meus medos, meus amores e desamores. Eu, pelo menos, ainda sei quem eu sou.
Por Gabriela às [18:04]