[terça-feira, 17 de junho de 2008]
Para quem não sabe, ou quer saber mais sobre o que eu disse no post anterior, estou colando uma reportagem do Jornal O Dia Online.
Grupo de baloeiros formado por empresários e oficiais será indiciado
Em entrevista ao ‘Fantástico’, eles admitiram que infringem a Lei de Crimes Ambientais
Maria Luisa Barros
Rio - A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) indiciará por apologia ao crime grupo de baloeiros, entre eles empresários, coronéis da Polícia Militar e um brigadeiro reformado da Aeronáutica. Em entrevista ao ‘Fantástico’, domingo à noite, os militares da reserva admitiram que infringem a Lei de Crimes Ambientais para continuar soltando balões. O grupo faz parte da Sociedade Amigos do Balão, criada há 10 anos, mesma época em que entrou em vigor a lei ambiental.
“Para a Sociedade Amigos do Balão esse artigo é ilegal. Não reconhecemos essa lei”, afirmou um dos militares que fazem parte do grupo. “A lei se aplica a todos e vai continuar se aplicando. Por isso eles vão responder criminalmente por apologia ao crime”, afirmou o delegado Luiz Marcelo Xavier.
O inquérito da DPMA já identificou baloeiros em Ramos, Madureira, Campo Grande, Nilópolis, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, e também em Niterói e São Gonçalo. A pena para apologia ao crime é de até um ano de prisão. A detenção sobe para 3 anos nos casos em que o baloeiro for flagrado fabricando, vendendo ou transportando balões.
Nesta terça-feira, policiais do Batalhão Florestal da PM apreenderam em casa em Santa Cruz, farta quantidade de material para a fabricação de balões. O dono do imóvel não foi localizado.
Terceira operação em sete dias
Internada há uma semana na Casa de Saúde Santa Terezinha, na Tijuca, a massoterapeuta Flávia Regina Nunes Pedro Brandão, 34 anos, será submetida nesta terça-feira a sua terceira cirurgia. Ela foi atingida por um balão dentro de seu apartamento, em Copacabana, e teve queimaduras nas duas mãos.
Sentindo muitas dores e sem previsão de alta, Flávia ficou indignada ao assistir do quarto do hospital à entrevista com grupo de baloeiros. “É inacreditável que essas pessoas continuem soltando balões e ainda tenham coragem de falar isso em público. A lei é feita para todos. É de uma total falta de respeito com o próximo. Não desejo que ninguém passe pelo o que estou passando”, desabafou. Os responsáveis responderão por crime ambiental, lesão corporal e incêndio culposo e podem ser condenados a seis anos de prisão.
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Por Gabriela às [12:04]