[domingo, 15 de junho de 2008]
Às vezes o amor acontece I
Faz algum tempo que eles acabam se encontrando, em um desses encontros ao acaso, já no fim da festa, eles resolvem arranjar algum lugar para deitar. Ao se deitarem em uma cama de solteiro, começam a conversar. Ele olhava para ela e via como ela era linda, com aqueles cabelos castanhos escuros cujos cachos se entrelaçavam dando corpo e vida aquela cabeleira, olhos de cor de jabuticaba que brilhavam quando olhavam para ele, a pele morena que cheira algum tipo de doce e maravilhosamente macia; ela era simplesmente linda, ela não precisava de maquiagem e nem estar bem vestida, ela era sempre linda. Ela olhava profundamente para ele, se enxergava nos olhos dele, seus pensamentos se perdiam ao olhar para ele, ela estava apaixonada, como poderia nem ela sabia, ela simplesmente estava.
A história deles não havia nem começado, eles achavam que estavam vivendo um caso e só. Ela mentia até para as amigas ao dizer que ele era só um bom companheiro para fim de semana, a quem ela gostaria de enganar ainda não sabemos, mas as amigas dela, ela certamente não estaria. Ele não dizia muito sobre isso, até porque afetaria sua imagem que durante anos ele estava cultivando; não era fácil para ele admitir que uma menina tímida o conquistou sem precisar fazer nada, apenas com seu jeito de se movimentar. Ele tinha a certeza que ela era assim somente com ele, na realidade ele espera que talvez com um pouco mais de tempo, ela se soltaria e se mostraria para ele como ela era. MAs mesmo sem saber nada sobre ela, ele estava já encantado nem sabia dizer como havia se deixado levar.
Mas voltando a aquele dia, ele se deitaram, e começaram a conversar, ela retorna de uma viagem de pensamentos, e resolve perguntar:
- O que você está imaginando agora?
Ele a olha, com um sorriso malicioso, e responde:
- Eu estou imaginando nós dois. Não aqui, mas lá em minha casa, no meu quarto falando bobagens, então você começaria a beijar meu pescoço, chegaria cada vez mais próxima de mim, morderia bem de leve a minha orelha e seguiria beijando delicadamente, como você sempre faz e beijaria o canto da minha boca. Suspiraria, e então eu diria em uma voz surrada 'não me provoque apenas'. Você riria, morderia de leve seus lábios, ficaria corada, e então subiria em cima de mim, me puxaria pelo cabelo, nos colocaria frente a frente. Depois eu a derrubaria, ficando por cima, e diria 'você sempre me deixa assim'.
- Bom... - ela já estava corada, mordendo os lábios de leve, e rindo.
Ele olha para ela e pergunta sobre o futuro. Ela responde:
- Eu ainda não sei nada sobre o amanhã, e sinceramente prefiro não pensar nele, sabe lá o que pode acontecer. Eu tenho medo do futuro, tenho medo de não ter aproveitado tudo o que podia. Eu gosto de viver o presente.
- Mas você não pensa sobre ele? - pergunta ele curioso
- Eu não sei, meu bem, eu não sei.
obs: É o começo de uma história que estou escrevendo, não sei se está boa, mas acho que está fluindo... divirtam se!
Por Gabriela às [17:32]