[quinta-feira, 7 de agosto de 2008]
Estavam bem no meio da semana, vendo filmes antigos, comendo uma pipoca deliciosa e rindo muito, como se estivessem se conhecido há anos. Tudo parecia perfeito, bom, não só parecia, estava. Ele passa para a sala principal, e ela o segue. Ele caminha até a cozinha, pega uma lata de cerveja, e põem uma música chamada “What Became Of The Likely Lads? – The Libertines”. Ela estava parada ainda na porta, só obsevando cada movimento dele. Em questões de segundos, ele já estava dançando, todo animado, ele estava tão lindo. Os movimentos eram sutis, e o que ele nem imaginava era como ele saber dançar podia ter realmente conquistado ela, daqueles conquistar de chegar a pedir em casamento. Pois não há algo mais encatador e charmoso do que homens que sabem dançar, e não estava falando só de balançar o esqueleto, mas de saber dançar, saber seguir a música, por vida, romance, tornar a dança a parte de uma história inesquecível. Ela já estava totalmente possuida por dentro, ela queria também se jogar no meio da sala e dançar, mas ela não o fez, ficou só observando por mais algum tempo. A música ia rodando e ele cantando e dançando, era lindo, ela nunca tinha sentido aquela sensação. De repente, ele larga a cerveja em cima da mesa de vidro, vem sorrindo em direção a ela, e a puxa, como quem sabe o que faz, e os dois começam a dançar juntos. Ela estava toda tímida, nem conseguia dançar direito, era queria ficar ali observando cada movimento dele, mas já no meio da música, os dois viraram um só. Parecia aquelas cenas romanticas de filme, tinha cara de romance no ar. Estava tudo lindo. Era tudo maravilhoso. Mas era só um dia. Era só uma vez. Mas foi o bastante para se tornar uma das melhores cenas em que o filme da vida dela já gravou.
Por Gabriela às [12:04]